Tecnologia

Só 23% das empresas brasileiras levam ao menos 40% dos pilotos de IA à operação, aponta Deloitte

Estudo da Deloitte mostra que 58% das organizações brasileiras implementaram no máximo 20% dos pilotos, e consultoria Softo defende definir prioridades antes de ampliar investimentos

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personalização com IA, IA nas empresas

Apenas 23% das empresas brasileiras conseguiram colocar em operação 40% ou mais de seus pilotos de IA, enquanto 58% implementaram no máximo 20%, segundo a edição 2026 do State of AI in the Enterprise, estudo da Deloitte. Globalmente, 25% das organizações escalaram ao menos 40% dos experimentos.

O recorte brasileiro ouviu 115 executivos, e os números mostram que o desafio passou a ser escolher quais iniciativas merecem investimento e como colocar essas iniciativas em operação.

IA nas empresas: governança ainda não acompanha a ambição

Segundo a Deloitte, 95% das organizações brasileiras pretendem adotar IA agêntica nos próximos dois anos, mas só 27% afirmam ter modelos de governança maduros para essa tecnologia.

Para Fabio Seixas, CEO e fundador da Softo, boa parte da dificuldade surge antes do desenvolvimento. Segundo ele, quando uma empresa abre várias frentes de IA sem definir o problema de negócio que quer resolver, aumenta o número de experimentos, mas não a capacidade de execução.

Seixas diz que é preciso saber onde há potencial de retorno, quais dados estão disponíveis, quais riscos considerar e quem fará a iniciativa avançar, e que, sem essa base, “o piloto pode acabar virando o destino do projeto”.

A Softo aplica o AI Foundations, metodologia de quatro semanas para empresas que precisam estruturar a estratégia antes de ampliar o investimento. O trabalho inclui diagnóstico de maturidade, definição de prioridades, roadmap com business cases e projeções de retorno, arquitetura de ferramentas e plano de governança.

Para Seixas, a maturidade em IA será medida pela capacidade de levar a estratégia à operação, e não pelo número de ferramentas usadas.

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Imagem: Magnific

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