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A IA no nosso dia a dia

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IA no Dia A Dia

Lembro como se fosse ontem do meu primeiro contato com a internet. Era 1994. Meu pai usava um computador como parte de uma inovação tecnológica em seu trabalho — corte de cabelo por computador. Foi ali que, ainda muito jovem, tive uma experiência que parecia coisa de ficção científica, num mundo que a IA nem sonhava em existir: conversar, por texto, com alguém que estava em outro lugar do planeta.

E não era em uma interface bonitinha como os chats que surgiriam depois. A tela parecia mais um emaranhado de códigos e comandos. Hoje isso pode soar banal, mas lembro perfeitamente da sensação de ficar parado diante daquele computador pensando: como assim estou conversando com alguém que não conheço, em algum lugar do mundo?

Mais de 30 anos se passaram. A internet deixou de ser novidade e passou a fazer parte da nossa vida quase como água e luz. Trabalhamos, compramos, conversamos, estudamos e nos informamos por meio dela. E é justamente aí que entra a primeira reflexão da coluna desta semana: acredito que a inteligência artificial está seguindo o mesmo caminho — só que em uma velocidade exponencialmente maior.

A evolução da IA de forma rápida

Basta observar o que aconteceu em pouquíssimo tempo. Há cerca de dois anos, os vídeos produzidos por inteligência artificial já surpreendiam, mas eram facilmente identificáveis. Movimentos estranhos, imagens pequenas, mãos deformadas, cenas quase ridículas. Hoje, em questão de segundos, a IA é capaz de produzir materiais ultrarrealistas, muitas vezes difíceis de distinguir da realidade.

Dias atrás, jantando na casa da minha mãe, presenciei um exemplo simples, mas revelador. Ela estava olhando o Facebook quando comentou, preocupada, sobre uma notícia que havia acabado de ver. Fui conferir. Todo aquele conteúdo havia sido criado por inteligência artificial. Para ela, porém, parecia absolutamente verdadeiro.

Esse episódio mostra que a discussão sobre IA já deixou de ser apenas tecnológica. Estamos falando de comportamento, informação, trabalho e, principalmente, da maneira como vamos viver daqui para frente.

O novo momento tecnológico

Precisamos compreender o momento que estamos atravessando e aprender a utilizar essas ferramentas a nosso favor. A IA já começa, inclusive, a ocupar o espaço que durante anos pertenceu aos mecanismos de busca: muita gente recorre à IA para pesquisar, escrever, organizar tarefas, aprender, planejar e resolver pequenos problemas do cotidiano.

Por isso, uma frase que tenho ouvido repetidamente em eventos de inovação faz cada vez mais sentido: a IA não vai ganhar de você. Você pode perder para quem souber usá-la melhor.

Talvez estejamos diante de uma transformação semelhante àquela que me deixou impressionado diante de um computador em 1994. A diferença é que, desta vez, tudo está acontecendo muito mais rápido.

Boa semana!

Leia também: Inovação em um final de semana

Imagem: Gerada com o auxílio de inteligência artificial


(*) Elifas de Vargas é formado em Marketing, com especialização em Quality Service pela Disney Institute na Flórida-USA. É criador do método FastVideos, produção rápida e versátil de vídeos para web, utilizando apenas o smartphone. Responsável por fundar a primeira webtv privada do Rio Grande do Sul, em 2006, dentro da incubadora tecnológica da Univates, possui ampla experiência em comunicação e é Terapeuta Comportamental pela Escola de Executivos e Negócios Instituto Albuquerque, certificada pela Fundação Napoleon Hill. Empresário, Co-Founder da Agência de Marketing Kreativ desde 2010, com sede em Lajeado/RS e filiais em POA/RS e Rio de Janeiro/RJ, está sempre em busca de experiências que impactem os negócios de seus clientes. Assim, também é curador de diversos eventos, entre eles, o Rio Innovation Week (maior evento de inovação e tecnologia da América Latina) no Rio de Janeiro, e a NRF, em Nova York. Acompanhe o autor no LinkedIn.

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