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A magia do marketing na Copa

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Copa do Mundo

Na última coluna, trouxe uma provocação sobre o fenômeno das chuteiras rosas na Copa do Mundo de 2026. Hoje, a reflexão vai além das quatro linhas e mostra como o marketing tem dado uma verdadeira aula durante esta edição do torneio.

Um dos exemplos mais interessantes vem dos próprios veículos de comunicação. Em vez de ignorar as diferenças entre os meios de transmissão, eles transformaram o tema em conteúdo. O famoso “delay” — o atraso de aproximadamente 26 segundos entre a transmissão pela internet e a TV aberta — virou motivo de brincadeiras e memes nas disputas bem-humoradas entre Globo e CazéTV. O que poderia ser visto como uma limitação tecnológica acabou se transformando em engajamento, conversa e lembrança de marca.

Outro destaque está nas colaborações entre seleções e patrocinadores esportivos. O Brasil é um exemplo claro: embora os uniformes sejam assinados pela Nike, a camisa azul traz a identidade da Air Jordan, criando uma conexão entre esporte, moda e cultura. O mesmo acontece com outras seleções, que apostam em terceiras camisas e uniformes de treino com um visual mais ousado, aproximando o futebol do universo fashion e ampliando o interesse do público.

Mas nem toda exposição gera resultados positivos. Às vezes, o marketing também sai pela culatra. Nas últimas semanas, ganhou força nas redes sociais uma discussão sobre a qualidade das camisas da Puma. A marca estreou uma nova tecnologia em seus uniformes, mas, em algumas partidas de seleções patrocinadas, as camisas passaram a rasgar com facilidade durante disputas físicas. As imagens viralizaram rapidamente e levantaram questionamentos sobre a durabilidade do produto.

O caso mostra uma das grandes verdades do mercado atual: tudo comunica. Quando a experiência do consumidor corresponde à promessa da marca, o marketing ganha força. Quando isso não acontece, a repercussão pode ser igualmente intensa — e muito mais difícil de controlar.

Mas o que tudo isso tem a ver com os nossos negócios?

A Copa nos mostra que, independentemente do tamanho da empresa ou do orçamento disponível, sempre existe uma oportunidade para comunicar, promover e fortalecer uma marca. Grandes eventos apenas tornam mais evidente algo que vale para qualquer segmento: criatividade continua sendo um dos ativos mais valiosos de qualquer negócio.

Além do calendário tradicional do varejo, existem inúmeras oportunidades para criar ações, campanhas e experiências que destaquem os diferenciais da sua empresa. Muitas vezes, a melhor estratégia não é fazer mais do mesmo, mas encontrar uma forma diferente de mostrar ao cliente o valor que você entrega.

E é com essa reflexão que encerro a coluna desta semana: qual será a sua próxima sacada para fazer algo diferente e mostrar seus benefícios ao seu cliente?

Ótima semana!

Leia também: A Copa do Mundo é Rosa!


(*) Elifas de Vargas é formado em Marketing, com especialização em Quality Service pela Disney Institute na Flórida-USA. É criador do método FastVideos, produção rápida e versátil de vídeos para web, utilizando apenas o smartphone. Responsável por fundar a primeira webtv privada do Rio Grande do Sul, em 2006, dentro da incubadora tecnológica da Univates, possui ampla experiência em comunicação e é Terapeuta Comportamental pela Escola de Executivos e Negócios Instituto Albuquerque, certificada pela Fundação Napoleon Hill. Empresário, Co-Founder da Agência de Marketing Kreativ desde 2010, com sede em Lajeado/RS e filiais em POA/RS e Rio de Janeiro/RJ, está sempre em busca de experiências que impactem os negócios de seus clientes. Assim, também é curador de diversos eventos, entre eles, o Rio Innovation Week (maior evento de inovação e tecnologia da América Latina) no Rio de Janeiro, e a NRF, em Nova York. Acompanhe o autor no LinkedIn.

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