Comportamento
Com 49% dos brasileiros sem planejamento, delivery deve ser protagonista durante jogos da Copa, aponta pesquisa
Levantamento da Worldpanel by Numerator mostra que 90% pretendem assistir às partidas em casa; pizza lidera intenção de pedidos durante os jogos
O delivery deve ocupar papel central no consumo durante a Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Dados de levantamento da Worldpanel by Numerator, baseado em mais de 2 mil entrevistas realizadas no Brasil entre fevereiro e março, mostram que 90% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa e que 49% não se organizam com antecedência para as compras relacionadas às partidas.
A combinação entre consumo doméstico e decisão em tempo real favorece o canal. No Brasil, 21% pretendem pedir pizza durante os jogos. Entre as preferências gerais de consumo, 38% dos entrevistados devem optar por carnes e churrasco e 30% por snacks. As categorias mais consumidas durante as partidas incluem água (62,2%), cerveja (48,3%), refrigerantes (46,5%), pipoca, churrasco (38,3%) e salgadinhos (29,9%).
“Os dados mostram que o engajamento com o futebol vai muito além do entretenimento — ele está diretamente ligado a um comportamento de consumo mais digital. O torcedor apaixonado é mais conectado, mais ativo em aplicativos e mais propenso a comprar online, o que cria um ambiente especialmente favorável para o avanço do e-commerce e do delivery”, afirma Rafael Couto, Diretor da Worldpanel by Numerator Brasil.
O estudo classifica os espectadores em três perfis: apaixonados, eventuais (29%) e desinteressados (28%). Entre os apaixonados, 44,7% realizam compras via e-commerce, patamar superior ao dos eventuais (36,4%) e dos desinteressados (18,9%). Mesmo entre os menos engajados, há aumento da intenção de consumo ao longo do campeonato.
A TV ao vivo segue como principal meio de transmissão (84,8%), mas o streaming na TV já alcança 23,1% entre os apaixonados por futebol, mais do que o dobro dos eventuais, com maior presença também de dispositivos móveis e redes sociais.
“Mais do que estar disponível, será essencial ser acionável: com rapidez, relevância e conveniência no exato momento em que o jogo (e o consumo) acontecem”, conclui Couto.
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