Comportamento

Intenção de gastar mais de R$ 1 mil no Dia das Crianças quase dobra, e guloseimas e livros ganham espaço, mostra Alqia

Pesquisa feita em 12 shoppings mostra queda de brinquedos e vestuário e alta de alimentação, produtos culturais e experiências, enquanto o dobro de pessoas pretende presentear parceiros

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dia das crianças 2026

Entre os consumidores que pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças de 2026, 11% dizem que vão gastar mais de R$ 1 mil, quase o dobro dos 6% de 2025, segundo a Pesquisa de Intenção de Compras da Alqia. Outros 9% pretendem gastar de R$ 501 a R$ 1 mil, ante pouco mais de 6% no ano passado. A data é na segunda-feira (12).

A pesquisa ouviu cerca de 34 mil pessoas entre 19 e 29 de setembro em 12 shoppings da Alqia, no Sudeste, Nordeste, Norte e Sul. Segundo o levantamento, 58% já decidiram presentear.

Dia das Crianças 2026: brinquedos e vestuário perdem espaço para alimentação e livros

Brinquedos e jogos seguem na liderança, com 47% das intenções, mas a Alqia registra queda de 10% em relação a 2025. O vestuário recuou 18%, depois de crescer 65% sobre 2024. Eletroeletrônicos e gadgets mantiveram o mesmo índice dos dois últimos anos.

Outras categorias avançaram. Guloseimas e alimentos passaram de 8% para 13%, e livros e outros presentes culturais, de 5% para 9%. As experiências em família, como passeios e viagens, chegaram a 6%.

Filhos e enteados são os principais presenteados, com 61%, seguidos por sobrinhos (18%), afilhados e filhos de amigos ou vizinhos (12%) e netos (6%). Os presentes para namorados, esposas e maridos chegaram a 15% das intenções, quase o dobro de 2025.

Para Claudio Ximenes, diretor de Operações da Alqia, a distribuição maior entre segmentos e a queda das duas categorias líderes de 2025 indicam mudança de comportamento.

Ele diz que o aumento dos presentes a parceiros pode estar ligado a um movimento de nostalgia, em que adultos resgatam referências da infância, inclusive com itens colecionáveis.

O release não informa se as quedas de brinquedos e vestuário são em pontos percentuais ou relativas, nem os índices de 2025. Os entrevistados são frequentadores de shoppings da administradora, e os resultados não representam o consumidor brasileiro em geral.

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Imagem: Magnific

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