Comportamento
Moda de consumo consciente prioriza durabilidade
Relatório da WGSN associa o perfil Restaurador a guarda-roupas mais curados, com foco em reparo, procedência declarada e menos peças por coleção
A busca por durabilidade e reparabilidade deve orientar o consumo de moda até 2028, segundo a consultoria WGSN. A mudança está associada aos Restauradores, um dos quatro perfis de consumidor do relatório Consumidor do Futuro 2028 da empresa.
Sara Maggioni, head de moda feminina da WGSN Fashion, afirma que esse público vai priorizar “designs e abordagens distintamente humanos” nas marcas de vestuário. Segundo ela, guarda-roupas tenderão a ser mais curados, com menos peças e maior atenção à qualidade.
Moda de consumo consciente prioriza peças duráveis e reparáveis
Para Maggioni, a atemporalidade de uma peça não basta para conquistar esse consumidor. Ela afirma que “apenas marcas que demonstrem procedência e valor de longo prazo” vão conquistar a confiança desse público.
O relatório da WGSN recomenda que marcas de moda destaquem imperfeições de acabamento como sinal de autenticidade, em vez de esconder etapas de produção artesanal. A companhia também aponta o crescimento de tecidos táteis, fibras naturais e acabamentos artesanais como resposta ao apelo por conforto sensorial.
O comportamento acompanha um cenário de estresse em alta. Nos Estados Unidos, 40% da Geração Z relata sentir-se “quase sempre estressada”, percentual acima das demais gerações, segundo dados da consultoria McKinsey citados pela WGSN.
Na América Latina, 75% dos consumidores preferem comprar de marcas locais, desde que preço e qualidade sejam equivalentes aos das concorrentes estrangeiras, segundo dados da Bain & Company citados pela WGSN. O dado inclui o setor de moda entre as categorias beneficiadas pela preferência por marcas regionais.
Para a consultoria, marcas de moda que investirem em reparo, procedência declarada e coleções menores, porém mais duráveis, devem se aproximar do público Restaurador nos próximos anos.
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