Economia

Xiaomi registra receita de RMB 99,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026

A receita da empresa de tecnologia e trouxeram insights sobre a qualidade operacional.

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A Xiaomi divulgou os resultados financeiros consolidados não auditados referentes ao primeiro trimestre de 2026, encerrado em 31 de março. A companhia registrou receita total de RMB 99,1 bilhões, mantendo um patamar elevado de faturamento, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou RMB 6,1 bilhões.

Segundo a empresa, o lucro operacional do principal negócio, formado pelas áreas de smartphones e AIoT (Inteligência Artificial das Coisas), cresceu quase 200% em comparação com o trimestre anterior.

Os resultados refletem o desempenho dos principais segmentos da estratégia “Human x Car X Home”, que integra smartphones, dispositivos conectados, veículos elétricos e soluções baseadas em inteligência artificial.

Smartphones da Xiaomi fazem sucesso

No segmento de smartphones, a receita atingiu RMB 44,3 bilhões durante o período. As remessas globais chegaram a 33,8 milhões de unidades. Dados da consultoria Omdia apontam que a Xiaomi permaneceu entre as três maiores fabricantes de smartphones do mundo pelo 23º trimestre consecutivo, além de figurar entre as três principais marcas em 47 países e regiões.

A estratégia de ampliação da presença no segmento premium contribuiu para elevar o preço médio global de venda (ASP) dos smartphones para RMB 1.310, um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na China continental, os aparelhos com preço igual ou superior a RMB 3.000 representaram 23,5% das vendas da companhia no primeiro trimestre.

Em maio de 2026, a fabricante apresentou o Xiaomi 17 Max, ampliando a linha flagship da série Xiaomi 17 com opções de diferentes tamanhos de tela voltadas a perfis variados de consumidores.

Outro destaque do período foi o segmento de veículos elétricos inteligentes, inteligência artificial e novas iniciativas. A receita da divisão totalizou RMB 19,9 bilhões, crescimento anual de 6,9%. As entregas de veículos alcançaram 80.856 unidades, avanço de 6,6% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

As linhas Xiaomi SU7 e Xiaomi YU7 seguem entre os principais produtos da empresa no setor automotivo. De acordo com a companhia, a nova geração do Xiaomi SU7, lançada em março de 2026, ultrapassou 80 mil pedidos confirmados durante o período inicial de vendas. Em abril, as entregas acumuladas da nova geração do modelo superaram 26 mil unidades. Já o Xiaomi YU7 atingiu 232 mil unidades entregues nos primeiros dez meses após o lançamento.

Segundo dados da plataforma Yiche, entre janeiro e abril de 2026, o Xiaomi SU7 liderou as vendas entre sedãs totalmente elétricos com preços acima de RMB 200 mil. O Xiaomi YU7 ocupou a segunda posição entre os SUVs da mesma categoria.

Expansão em outras áreas

A Xiaomi também expandiu sua rede de vendas e atendimento para veículos elétricos. Até 31 de março de 2026, a empresa operava 490 centros de vendas em 143 cidades da China continental.

O segmento de IoT e produtos de lifestyle manteve crescimento tanto em receita quanto em rentabilidade. O faturamento da área atingiu RMB 24,7 bilhões no primeiro trimestre, enquanto a margem bruta chegou a 25,2%, representando aumento de 5,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

A operação internacional teve papel relevante nesse resultado, registrando receita recorde e crescimento anual de dois dígitos, impulsionado principalmente pelas categorias de tablets, televisores e grandes eletrodomésticos.

Os tablets da Xiaomi permaneceram entre os cinco mais vendidos globalmente pelo oitavo trimestre consecutivo, segundo a Omdia. A empresa também manteve posições de destaque no mercado de wearables e dispositivos de áudio. No primeiro trimestre de 2026, a fabricante ocupou a terceira posição global em remessas de dispositivos vestíveis e a segunda colocação na China continental. Os fones de ouvido TWS alcançaram a segunda posição tanto no mercado global quanto no chinês.

Ecossistema Xiaomi

A expansão do ecossistema conectado também continuou avançando. Em março de 2026, a plataforma AIoT da companhia contabilizava 1,118 bilhão de dispositivos conectados, excluindo smartphones, tablets e notebooks. O número representa crescimento anual de 18,5%.

O total de usuários com cinco ou mais dispositivos conectados ao ecossistema atingiu 23,6 milhões, um novo recorde para a empresa. Já o assistente de inteligência artificial da Xiaomi registrou 169,3 milhões de usuários ativos mensais, enquanto o aplicativo Xiaomi Home alcançou 117 milhões de usuários ativos mensais.

A divisão de serviços de internet também apresentou crescimento. A receita do segmento chegou a RMB 9,5 bilhões, alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem bruta foi de 76,1%. No mercado internacional, a receita da área atingiu RMB 3 bilhões, crescimento de 9%.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento continuaram entre as prioridades da companhia. No primeiro trimestre de 2026, os gastos com P&D somaram RMB 9 bilhões, aumento anual de 33,4%. A empresa informou ainda contar com 26.048 profissionais dedicados à área.

A Xiaomi anunciou que pretende investir pelo menos RMB 16 bilhões em inteligência artificial ao longo de 2026. A expectativa é superar RMB 60 bilhões em investimentos acumulados nos próximos três anos, reforçando o desenvolvimento de soluções integradas para o ecossistema “Human x Car X Home”.

Imagem: AdobeStock

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