Comportamento

Mesmo com cenário global complexo, consumidores estão otimistas em relação ao futuro

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De acordo com a pesquisa “Perspectivas de Consumo para 2026”, do Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM), da ESPM, mesmo diante de um cenário global complexo, os consumidores demonstram confiança em relação ao futuro. Os dados revelam que 54% das pessoas se dizem otimistas ou muito otimistas com a economia brasileira, percentual que sobe para 62,1% quando avaliam suas próprias perspectivas financeiras.

Apesar do otimismo, os principais pontos de atenção continuam ancorados em questões internas. Economia, saúde e bem-estar e estabilidade no emprego aparecem como as três maiores preocupações para 2026. Segundo Marcelo Carvalho, coordenador da pesquisa, o resultado indica que, “embora atentos ao contexto global, os consumidores direcionam sua energia para desafios práticos da vida cotidiana.”

Os dados mostram uma tendência em relação aos gastos: 73,6% dos consumidores pretendem manter ou aumentar o nível de consumo em comparação a 2025. As decisões de consumo para 2026 estão concentradas em três categorias-chave: “Alimentos e bebidas”, “Roupas e acessórios” e “Viagens nacionais”. Esses segmentos surgem tanto como áreas de possível aumento quanto de redução de gastos, refletindo sua relevância na rotina e no orçamento das famílias.

“O indicador reforça uma postura cautelosa, mas positiva, abrindo espaço para oportunidades de mercado em diferentes categorias”, comenta Marcelo Carvalho.

Quando estimulados a imaginar um cenário com tempo e recursos financeiros ilimitados, a maioria dos consumidores (77,7%) declara que gostaria de fazer uma viagem. O coordenador da pesquisa avalia que os consumidores buscam bem-estar, realização e qualidade de vida — e a viagem segue representando um dos maiores símbolos dessa busca.

O levantamento considerou também o uso da tecnologia, percebida como a tendência de maior impacto no consumo para 2026. Ao lado dela, o consumo sustentável e consciente avança na agenda dos consumidores, evidenciando um movimento de maior responsabilidade ambiental e atenção ao impacto das escolhas individuais.

“Os entrevistados reconhecem um aumento tanto pessoal quanto coletivo no uso de tecnologia e na consciência ambiental. Essa percepção ampla pode indicar uma transformação comportamental, que ultrapassa hábitos individuais e se reflete no olhar da sociedade”, analisa Marcelo.

A pesquisa tem nível de confiança de 95%, e utilizou métodos quantitativos e qualitativos com 400 participantes. O estudo utilizou dados coletados via painel online e foi composta por participantes de todas as regiões do Brasil, selecionados por quotas seguindo critérios da ABEP (sexo, classe social, regionalidade e renda).

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