Comportamento
Intenção de compra de carros chega a 46% no segundo semestre de 2026, aponta pesquisa
Pesquisa da Webmotors mostra intenção de compra de carros em 46%, avanço dos veículos 0 km e maior busca por financiamento.
A intenção de compra de carros permanece em alta no Brasil no segundo semestre de 2026. É o que mostra a segunda onda da Pesquisa de Intenção de Compra do Webmotors Autoinsights, levantamento semestral realizado com 1,1 mil brasileiros em junho deste ano.
Segundo o estudo, 46% dos entrevistados pretendem adquirir um veículo até o fim de 2026, enquanto outros 26% planejam realizar a compra no primeiro semestre de 2027. Juntos, os dois grupos representam cerca de 72% de intenção ativa de compra para os próximos 12 meses.
Os resultados também indicam que parte dessa demanda já se transformou em vendas. De acordo com a pesquisa, 17% dos participantes afirmaram ter comprado um veículo no primeiro semestre de 2026. Na primeira edição do levantamento, divulgada em março, 45% dos consumidores planejavam realizar a compra nesse mesmo período.
“O fato de já vermos uma parcela relevante dessa demanda se convertendo em compra mostra que o interesse não é apenas intenção, ele está se materializando. Ao mesmo tempo, ainda existe um volume significativo de consumidores ativos, o que representa uma janela importante para o mercado capturar essa demanda nos próximos meses”, explica Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors.
Perfil do consumidor na compra de carros
A pesquisa mostra que a maior parte dos consumidores que pretende comprar um carro no segundo semestre de 2026 tem mais de 46 anos. Segundo o levantamento, 69% dos interessados estão nas faixas etárias entre 46 e 55 anos ou acima de 56 anos.
Outro dado apontado pelo estudo é que 79% dos consumidores já possuem um veículo, indicando que a troca do automóvel continua sendo um dos principais movimentos do mercado. Em relação à renda, 38% dos entrevistados têm rendimento mensal entre R$ 6 mil e R$ 15 mil. Já outros 26% pertencem à faixa de renda entre R$ 3 mil e R$ 6 mil.
SUVs seguem na liderança
Entre os modelos preferidos pelos consumidores, os SUVs permanecem como os mais desejados. Eles concentram 39% das intenções de compra. Em seguida aparecem os sedãs, com 28%, os hatches, com 17%, e as picapes, com 11%.
Na escolha da motorização, os veículos flex continuam liderando, com 60% da preferência. Apesar disso, o percentual representa uma redução de dois pontos percentuais em relação à primeira onda da pesquisa.
Ao mesmo tempo, os modelos eletrificados seguem ampliando espaço entre os consumidores. Os híbridos somam 13% das intenções de compra e os elétricos alcançam 5%, totalizando 18%. O índice representa um crescimento de quatro pontos percentuais desde o início de 2026.
A pesquisa também identifica diferenças conforme a renda dos consumidores. Entre aqueles com rendimento superior a R$ 30 mil mensais, 41% afirmam preferência por veículos híbridos ou elétricos. Já entre os entrevistados com renda entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, esse percentual é de 13%.
Intenção de compra de carros 0kms
Outro destaque do levantamento é o aumento da intenção de compra de veículos zero quilômetro. Na primeira onda da pesquisa, realizada no início do ano, 15% dos entrevistados pretendiam adquirir um carro novo. Na segunda edição, esse percentual subiu para 22%, representando um avanço de sete pontos percentuais.
Mesmo com esse crescimento, os veículos usados e seminovos continuam sendo a principal escolha dos consumidores, reunindo 63% das intenções de compra. Na pesquisa anterior, esse índice era de 68%.
Os motivos para cada opção também variam. Entre os consumidores interessados em usados e seminovos, o preço mais acessível aparece como principal fator para 55% dos entrevistados, seguido pelo custo-benefício, citado por 43%.
Já quem pretende comprar um veículo zero quilômetro aponta como principais razões a garantia de fábrica, mencionada por 57% dos participantes, além da segurança e confiabilidade, lembradas por 30%.
Ticket médio aumenta e financiamento ganha espaço
Por fim, o levantamento também mostra uma mudança na faixa de preço pretendida pelos consumidores. O interesse por veículos com valores acima de R$ 100 mil cresceu de 35% para 44% entre a primeira e a segunda onda do levantamento, uma alta de nove pontos percentuais.
Apesar desse avanço, os automóveis com preço de até R$ 100 mil ainda concentram a maior parte das intenções de compra, com 56%, embora tenham registrado queda de nove pontos percentuais em relação ao início do ano.
Na forma de pagamento, o financiamento parcial continua sendo a modalidade mais utilizada, escolhida por 47% dos consumidores.
O estudo também aponta uma redução contínua nas compras realizadas à vista. Em 2024, essa modalidade representava 35% das intenções de compra. Na segunda onda da pesquisa de 2026, o percentual caiu para 27%, acumulando redução de oito pontos percentuais em dois anos.
No mesmo período, o financiamento total apresentou crescimento. A modalidade passou de 12% em 2024 para 20% em 2026, indicando maior interesse dos consumidores pelo crédito como alternativa para viabilizar a compra do veículo.
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