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Cinco aprendizados da IFA 2026 para o futuro do setor de franquias no Brasil

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O setor de franquias não está apenas mudando. Está evoluindo. Tecnologia, novas dinâmicas de mercado e transformações no comportamento do consumidor estão exigindo das redes mais adaptação, mais disciplina de gestão e mais capacidade de execução. A Convenção da International Franchise Association (IFA) 2026 reforçou de forma clara que o futuro do setor dependerá menos de fórmulas prontas e mais da capacidade de aprender, ajustar rotas e evoluir com consistência.

Entre os principais aprendizados, o primeiro é inegociável: não existe rede forte com franqueado frágil. O franqueado precisa estar no centro do sistema, não apenas no discurso, mas na lógica real de sustentabilidade e prosperidade da rede. Mas essa fragilidade não pode ser tratada de forma simplista nem terceirizada. Ela precisa ser encarada com responsabilidade por todos os atores do setor — e, sobretudo, pelo próprio franqueado. Em um sistema estruturado, baseado em um modelo de negócio testado e aprovado, não há, na maioria das vezes, fator mais determinante para o lucro e a geração de caixa da unidade do que a qualidade da liderança local, o grau de engajamento do franqueado e sua capacidade de executar bem o que precisa ser feito.

Outro ponto central é que a incerteza deixou de ser exceção e passou a ser parte do ambiente da liderança. Em vez de servir como desculpa para a paralisia, ela precisa ser tratada como estímulo à adaptação, à velocidade de decisão e à evolução do modelo de negócio.

A IFA também mostrou que a inteligência artificial já está se tornando infraestrutura de competitividade. Mais do que tendência, ela passa a ocupar papel estrutural na operação, na análise e na produtividade das redes. Mas tecnologia sem liderança, cultura e execução continua sendo apenas promessa.

Ao mesmo tempo, ficou ainda mais evidente que as pessoas certas seguem sendo decisivas. Em um ambiente mais complexo e tecnológico, a qualidade da liderança, dos times e da cultura organizacional se torna ainda mais estratégica.

Por fim, o setor precisa reconhecer com mais clareza sua própria relevância. O setor de franquias é uma força econômica e social poderosa, capaz de gerar empreendedorismo, empregos, desenvolvimento regional e impacto positivo em larga escala.

A principal mensagem da IFA 2026 é clara: o futuro do setor de franquias será das redes que conseguirem combinar franqueado forte, gestão disciplinada, tecnologia útil, gente boa e execução consistente.

Esse não é apenas um debate sobre o futuro. É uma agenda do presente.


*Decio Pecin é Vice-Presidente da ABF – Associação Brasileira de Franchising.

Imagem: Divulgação/ABF

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