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Jogos do Brasil na Copa derrubam fluxo do varejo físico em junho
Índice da Seed Digital mostra retração de 1,4%, apesar de alta de 7% na semana do Dia dos Namorados; quedas de até 36,3% ocorreram nos dias de jogo da Seleção
O varejo físico brasileiro interrompeu em junho a sequência de crescimento registrada nos dois meses anteriores. O IICV Seed, Índice de Intenção de Compra do Varejo, registrou retração de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025. O levantamento é da Seed Digital, com base em mais de 58 milhões de visitantes monitorados mensalmente em lojas de todo o país.
A primeira quinzena do mês teve impulso do Dia dos Namorados, com crescimento de 7,0% entre os dias 5 e 12 de junho na comparação anual. Os jogos do Brasil na Copa do Mundo, porém, reduziram a circulação de consumidores nas lojas na segunda metade do mês.
“O resultado de junho mostra que datas comemorativas continuam sendo importantes para estimular o consumo, mas também evidencia como eventos de grande mobilização nacional podem alterar temporariamente o comportamento do consumidor. Tivemos um mês dividido em duas realidades bastante distintas”, afirma Sidnei Raulino, CEO e fundador da Seed Digital.
Queda no varejo físico foi de até 36,3% em dias de jogo do Brasil
O impacto dos jogos da Seleção sobre o fluxo de lojas ficou evidente ao longo do mês. Na estreia, em um sábado (13), o movimento caiu 17,9%. Na segunda partida, disputada numa sexta-feira à noite (19), a retração chegou a 28,8%. O terceiro confronto, numa quarta-feira (24), teve queda de 26,0%. Na partida de segunda-feira (29), o impacto foi o mais intenso do mês, com redução de 36,3% no fluxo das lojas.
Os dois principais formatos do varejo físico tiveram desempenho próximo em junho: lojas de rua encerraram o mês com retração de 1,4%, e shopping centers, com queda de 2,0%.
O Centro-Oeste foi a única região do país a registrar crescimento no mês, com alta de 2,6% em relação a 2025. As demais regiões fecharam em queda: Sul (-1,3%), Sudeste (-1,4%), Nordeste (-4,3%) e Norte (-4,7%).
Para julho, a Seed Digital projeta que a combinação entre férias escolares e mudanças climáticas influencie a dinâmica de consumo, com redirecionamento de parte do orçamento das famílias para turismo, lazer e entretenimento.
“Julho reúne fatores que exigem rapidez na tomada de decisão. Mais do que acompanhar indicadores, o varejo precisará entender como o consumidor está reorganizando seus hábitos de compra para aproveitar as oportunidades e minimizar perdas”, conclui Raulino.
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Imagem: Magnific
