Franchising
Divino Fogão reformula estratégia de dark kitchens
Rede passa a priorizar empresários com operação já estruturada no food service e projeta abrir ao menos seis unidades no formato em 2026
O Divino Fogão reformulou seu projeto de dark kitchens, cozinhas voltadas exclusivamente ao delivery. A partir de agora, a marca passa a priorizar negócios independentes mais estruturados, que já atuam no segmento de alimentação e buscam ampliar o faturamento aproveitando períodos ociosos da operação. Para 2026, a expectativa é abrir ao menos seis novas unidades no formato.
Atualmente, o Divino Fogão tem nove dark kitchens em funcionamento em São Paulo e na Bahia. O modelo foi criado pela rede em parceria com a Guersola Consultoria como alternativa para ampliar a presença da marca em regiões com demanda por delivery, sem exigir a implantação de um restaurante tradicional, geralmente instalado em praças de alimentação de shopping centers.
“A retomada das dark kitchens ocorre a partir de um amadurecimento do projeto. Hoje, buscamos parceiros que tenham uma operação mais estruturada e que possam enxergar o delivery como uma oportunidade de rentabilizar ainda mais o negócio”, afirma Rodrigo Varela, diretor de Novos Negócios e Planejamento do Divino Fogão.
Dark kitchens do Divino Fogão acompanham consolidação do delivery
O movimento acompanha a relevância que a entrega em domicílio mantém no mercado brasileiro de alimentação. Segundo a Pesquisa Anual Setorial de Food Service ABF 2025, divulgada em agosto de 2026 pela Associação Brasileira de Franchising em parceria com a GALUNION, nove em cada dez empresas do setor trabalham com delivery, canal que respondeu, em média, por 22,5% do faturamento das operações no ano passado. Para 44% das marcas pesquisadas, o canal já representa mais de 16% do faturamento.
A rede começou a investir no modelo de dark kitchen em 2020, como forma de ampliar a presença digital em regiões sem shopping centers ou estrutura para receber uma unidade convencional. Agora, a estratégia passa a priorizar empresários que já possuem estrutura, equipe e experiência no food service e desejam adicionar uma operação de delivery ao negócio existente.
“Acreditamos que o próximo passo das dark kitchens está na combinação entre uma marca forte, uma operação eficiente e a estrutura que o empresário já possui. É uma maneira de transformar capacidade ociosa em um faturamento adicional que pode variar de 20% a 30% ao mês”, afirma Varela.
Como não depende de um ponto em shopping center, a dark kitchen pode ser instalada em bairros de grandes cidades ou em municípios sem unidade tradicional da marca, desde que haja plataforma de delivery ativa na região. Para se tornar licenciado, é necessário investimento de R$ 22,5 mil, que inclui taxa de licença para uso da marca, insumos, embalagens, treinamento e marketing inicial.
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Imagem: Divulgação
