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Shoppings crescem 2,6% no primeiro trimestre e superam retração do varejo físico

Enquanto o varejo físico como um todo recuou 5,4% e o varejo de rua caiu 6,5% no período, centros de compras registraram desempenho positivo

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Os shopping centers registraram crescimento de 2,6% no primeiro trimestre de 2026, na contramão do varejo físico em geral, que apresentou retração de 5,4% no mesmo período. Os dados são do Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV) da Seed Digital, estudo baseado em dados de cerca de 58 milhões de visitantes mensais em milhares de lojas em todo o país. O desempenho positivo dos shoppings contrasta especialmente com o varejo de rua, que acumulou queda de 6,5% no trimestre.

Mais dependente do fluxo orgânico e sensível a fatores externos como calendário comercial e condições econômicas, o formato de rua sofreu de forma mais intensa ao longo do período, especialmente em fevereiro, quando o efeito do Carnaval provocou retração mais acentuada.

Ao longo dos três meses, a diferença de desempenho entre os formatos ficou evidente. Em janeiro, o varejo de rua chegou a registrar crescimento de 7,3%, impulsionado por liquidações pós-festas, mas perdeu força rapidamente nos meses seguintes. Os shoppings, por sua vez, apresentaram trajetória mais estável, com menor impacto durante o Carnaval e retomada mais consistente em março, quando avançaram 2,3%.

Para Sidnei Raulino, fundador e CEO da Seed Digital, o resultado reflete características estruturais dos centros de compras que os tornam mais resilientes em momentos de maior cautela do consumidor. “O desempenho dos shoppings neste início de ano atesta a força desse formato em momentos de maior incerteza. São espaços que conseguem concentrar fluxo, oferecer experiência e ativar o consumidor de forma mais eficiente, o que se traduz em maior resiliência mesmo em um cenário macroeconômico desafiador. Esse diferencial deve continuar sendo determinante ao longo de 2026”, afirma o executivo.

O ambiente econômico do primeiro trimestre foi marcado por juros elevados, entre 14,75% e 15% ao ano, alta dos combustíveis e instabilidade no cenário internacional, fatores que contribuíram para um consumidor mais seletivo e menos propenso a gastos discricionários. Nesse contexto, os shoppings se beneficiaram de sua capacidade de combinar conveniência, lazer e experiência em um único ambiente, o que tende a sustentar fluxo mais qualificado e maior taxa de conversão de visitas em vendas.

Imagem: Envato

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