Economia

Confiança do consumidor avança pelo segundo mês consecutivo e atinge maior nível desde dezembro, aponta FGV

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) avançou 1,0 ponto em abril, para 89,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2025. Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos. É a segunda alta consecutiva do indicador, que vinha operando em patamar mais baixo nos meses anteriores.

O resultado foi influenciado pela melhora em ambos os horizontes temporais da pesquisa, com destaque para a avaliação sobre o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,1 pontos, alcançando 85,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,2 ponto, para 92,3 pontos.

Entre os componentes do ISA, o indicador de situação financeira atual das famílias registrou a alta mais expressiva, subindo 3,9 pontos, para 76,0 pontos. É o maior nível desde fevereiro de 2020, quando marcou 77,2 pontos. O indicador de situação econômica local atual avançou 0,3 ponto, para 95,0 pontos.

No Índice de Expectativas, o indicador de situação financeira futura da família avançou 0,9 ponto, para 90,3 pontos, maior nível desde dezembro de 2025. O indicador de situação econômica local futura ficou estável em 105,5 pontos. No sentido contrário, o indicador de compras previstas de bens duráveis recuou 0,3 ponto, para 82,5 pontos, sinalizando cautela em relação a gastos de maior valor.

“A segunda alta consecutiva da confiança do consumidor foi impulsionada, principalmente, pela melhora da percepção sobre o momento atual. Entre os quesitos, houve melhora da avaliação sobre a situação financeira das famílias, sobretudo dos consumidores da faixa de renda mais baixa, que recebem até R$ 2.100,00 no mês. A inflação mais baixa e um mercado de trabalho robusto têm sido fatores primordiais para uma avaliação menos pessimista dos consumidores, mas nos últimos meses a isenção do imposto de renda pode ter representado um alívio pontual para as famílias de menor renda”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

A melhora na confiança do consumidor ocorre em um contexto de pressões econômicas persistentes, como juros elevados e inflação acima do teto da meta, o que indica que o avanço do indicador reflete sobretudo a percepção sobre renda e emprego, e não necessariamente uma melhora generalizada do ambiente econômico.

Imagem: Envato

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