Economia

Varejo avança 1,9% em maio pelo segundo mês consecutivo, aponta índice Getnet e Santander

Vestuário lidera com alta de 12% no mês; serviços crescem pelo terceiro mês seguido, mas abertura dos indicadores aponta desempenho heterogêneo no segundo trimestre

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varejo; loja do futuro

O varejo ampliado brasileiro cresceu 1,9% em maio na comparação com abril, pelo segundo mês consecutivo, segundo o IGet, índice econômico desenvolvido pela Getnet em parceria com o Santander. O varejo restrito avançou 1,7% no mesmo período, registrando seu primeiro resultado positivo em 2026 na métrica interanual, ainda que com queda de 6,0% na comparação com maio de 2025.

O desempenho do varejo foi impulsionado principalmente pelo segmento de vestuário, com alta de 12,0% em relação a abril, seguido por outros artigos de uso pessoal (+4,9%), automóveis, partes e peças (+4,0%), supermercados (+2,0%), materiais de construção (+1,9%) e móveis e eletrodomésticos (+0,6%). Os únicos segmentos que recuaram no mês foram combustíveis (-2,7%) e artigos farmacêuticos (-1,9%).

Nos serviços, o indicador avançou 0,4% na comparação mensal, marcando o terceiro crescimento consecutivo, ainda insuficiente para reverter a forte queda registrada em fevereiro. Na comparação anual, o índice de serviços segue em queda de 3,3%. A abertura do indicador mostra que alojamento e alimentação recuou 0,1% no mês, enquanto outros serviços às famílias devolveu 2,3%, praticamente revertendo o resultado de abril.

“Os dados de maio mostram crescimento tanto em serviços quanto no varejo, mas a abertura dos indicadores sugere um desempenho heterogêneo da atividade no segundo trimestre. Seguimos observando os efeitos combinados da política monetária restritiva e dos estímulos fiscais, o que reforça nossa expectativa de desaceleração gradual da atividade econômica ao longo do segundo trimestre”, afirma Gabriel Couto, economista do Santander.

O índice aponta sinais conflitantes entre a política monetária contracionista e os estímulos fiscais iniciados no primeiro trimestre de 2026, com projeção de arrefecimento da atividade no segundo trimestre do ano.

Imagem: Freepik

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