Operação
Mattel registra alta nas vendas e CEO afirma que demanda por brinquedos segue forte
Fabricante teve crescimento de 4% na receita do 1º trimestre e vê indústria de brinquedos em posição saudável
A Mattel registrou crescimento de 4% nas vendas líquidas no primeiro trimestre de 2026, alcançando US$ 862 milhões. A companhia também reverteu o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior e teve lucro líquido de US$ 61 milhões.
No primeiro trimestre de 2025, a empresa havia reportado prejuízo superior a US$ 40 milhões. Já o prejuízo operacional aumentou quase 94%, para US$ 102,7 milhões.
Durante teleconferência com analistas, o CEO Ynon Kreiz afirmou que a demanda do consumidor permanece aquecida. “O que estamos vendo é que os consumidores estão comprando brinquedos. A indústria de brinquedos está em uma posição saudável. E, para a Mattel, continuamos vendo demanda”, disse.
Entre os destaques do trimestre estão o crescimento de marcas como Hot Wheels, Uno e Monster High, que registraram expansão de dois dígitos ou mais.
A companhia também concluiu a aquisição do Mattel163 Mobile Game Studio, estúdio responsável pelo desenvolvimento de jogos digitais baseados em propriedades da empresa.
Segundo Kreiz, o movimento fortalece a operação de games digitais da Mattel e amplia capacidades de desenvolvimento, publicação e aquisição de usuários.
A empresa prepara ainda o lançamento de seus dois primeiros jogos mobile publicados internamente, incluindo um título baseado em Masters of the Universe, antecipando a estreia do filme da franquia em 5 de junho.
No trimestre, a Mattel também recomprou US$ 200 milhões em ações.
A companhia passou recentemente por mudanças em sua liderança executiva. Em 2025, reorganizou sua estrutura de marcas e criou os cargos de chief global brand officer e global head of dolls. Também contratou Natalia Premovic, ex-Netflix, como chief consumer products and experiences officer.
Neste ano, a Mattel anunciou ainda a saída do chief commercial officer Steve Totzke. O executivo será substituído por Sanjay Luthra, então managing director da região EMEA e líder global de D2C.
A empresa informou que mantém suas projeções para o ano, embora siga monitorando os impactos macroeconômicos, incluindo o cenário no Oriente Médio e possíveis mudanças relacionadas a tarifas.
“Estamos acompanhando de perto os desdobramentos macroeconômicos”, afirmou Kreiz. “Claramente há muitas coisas acontecendo, e estamos observando como elas evoluem. Ainda assim, temos muito pelo que esperar neste ano.”
Imagem: Divulgação
Informações: Kaarin Moore para Retail Dive
Tradução livre: Central do Varejo
