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Setor de livros e papelaria cresce 13,4% em maio e lidera o varejo, com possível efeito do álbum de figurinhas da Copa

Na comparação anual, segmento registra alta de 15%, o maior avanço entre os oito setores acompanhados pelo IVS da Stone; economista aponta torneio como fator provável

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O setor de livros, jornais, revistas e papelaria registrou alta de 13,4% no volume de vendas em maio na comparação com abril e de 15% na comparação anual, os maiores crescimentos entre os oito segmentos acompanhados pelo Índice do Varejo Stone (IVS). Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, parte do resultado pode estar relacionada ao início das vendas do álbum de figurinhas da Copa do Mundo.

“O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria se destacou em maio com o maior crescimento entre os setores analisados. Parte desse desempenho pode estar relacionada ao início das vendas do álbum de figurinhas da competição mundial de futebol, um produto que tradicionalmente mobiliza consumidores e estimula compras recorrentes ao longo de várias semanas. Embora seja difícil mensurar isoladamente esse efeito, trata-se de um movimento que pode ter contribuído para o resultado observado no período”, avalia.

O economista também projeta um efeito mais amplo do torneio sobre o varejo nos próximos meses. “A expectativa é que os impactos do torneio mundial de seleções se tornem mais evidentes nos próximos meses e alcancem também outros segmentos do varejo, especialmente aqueles mais ligados ao consumo das famílias. Com a aproximação do início dos jogos, a tendência é de aumento do interesse dos consumidores pelo evento, o que pode estimular as vendas em diferentes categorias do comércio”, afirma.

No recorte mensal, outros três segmentos registraram crescimento em maio: tecidos, vestuário e calçados (+2,6%), móveis e eletrodomésticos (+1,5%) e hipermercados, supermercados e produtos alimentícios (+0,9%). Os segmentos que recuaram foram material de construção (-2,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,6%), artigos farmacêuticos (-1,1%) e combustíveis e lubrificantes (-0,8%).

Na comparação anual, sete dos oito segmentos apresentaram crescimento. Além de livros e papelaria, os demais destaques foram combustíveis e lubrificantes (+11,9%), hipermercados e supermercados (+4,6%), tecidos, vestuário e calçados (+3,4%), móveis e eletrodomésticos (+2,5%), artigos farmacêuticos (+2%) e material de construção (+1,9%). A única queda foi em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).

Imagem: Divulgação/Pexels

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