Inovação

Visão computacional: câmeras podem prevenir perdas e orientar reposição no varejo

Tecnologia transforma câmeras comuns em sensores de inteligência operacional (e o investimento é menor do que parece)

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Uma loja física produz dados o tempo todo. Câmeras registram o movimento de cada pessoa. O sistema de ponto de venda registra cada transação. Os sensores de gôndola registram ausências. O problema é que a maioria desses dados nunca é lida. A visão computacional mudou essa equação.

Em vez de simplesmente gravar imagens, os sistemas atuais analisam o que está acontecendo em tempo real e traduzem isso em ação operacional. O varejista não assiste ao vídeo depois de um incidente. O sistema alerta antes que o prejuízo aconteça.

Durante a NRA 2026, especialistas reforçaram que a visão computacional será um dos pilares do varejo inteligente, sobretudo no combate ao shrinkage.

O que a câmera enxerga que o gerente não vê

Os sistemas de visão computacional aplicados ao varejo já realizam análises que vão muito além da segurança. Em operações que adotaram a tecnologia, as câmeras identificam áreas de alto e baixo fluxo dentro da loja, mapeando zonas quentes e frias. Com essa informação, é possível reorganizar o layout, reposicionar categorias e otimizar a disposição de produtos de alto giro.

Na prevenção de perdas, o impacto é direto. O sistema detecta comportamentos suspeitos em tempo real, sem depender de vigilância humana constante, e atua de forma preventiva. No Brasil, o índice médio de perdas caiu de 1,57% para 1,51% entre 2023 e 2024, segundo a Pesquisa Abrappe/KPMG. Ainda assim, o prejuízo total cresceu e atingiu R$ 36,5 bilhões, o que mostra que a escala do problema supera qualquer melhora incremental sem tecnologia.

A Amazon exemplifica o alcance da tecnologia. O ShelfSight, sistema que combina visão computacional com modelos generativos de linguagem, monitora gôndolas automaticamente, detecta espaços vazios e aciona a reposição antes mesmo que o cliente note a ausência do produto.

Câmeras que você já tem, IA que você ainda não usa

Uma das barreiras mais comuns para a adoção de visão computacional é a percepção de que exige infraestrutura nova e cara. Não é o que os dados mostram. Muitas soluções operam sobre câmeras já existentes na operação, com processamento em nuvem e integração aos sistemas de gestão da loja. O investimento inicial é significativamente menor do que varejistas estimam – e o retorno começa a aparecer nos primeiros ciclos de inventário.

O que muda de operação para operação não é a câmera. É o que você faz com o dado que ela gera. Operações maduras cruzam o dado visual com informações transacionais do PDV para criar modelos preditivos de perda. O sistema aprende com o comportamento específico de cada loja e se torna mais preciso ao longo do tempo.

O que você aprende na imersão

Na 4ª edição da Imersão IA no Varejo, produzida pela Central do Varejo, serão apresentadas as aplicações de IA na loja física com foco em visão computacional, prevenção de perdas e análise de fluxo. O conteúdo cobre tanto a lógica técnica quanto as decisões operacionais e de fornecedores, para que o participante saia com clareza sobre como implementar, não apenas sobre o que existe.

Para participar da Imersão IA no Varejo, clique no banner abaixo.


Imagem: Divulgação

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