Inovação

Estoque encalhado e ruptura custam bilhões ao varejo brasileiro por ano

Da acurácia de 24% para 76% em previsão de demanda: cases reais mostram o que muda quando a planilha dá lugar ao algoritmo

Publicado

on

estoque; Corredor de atacado, com mulher guardando caixa e empilhadeira

Excesso de estoque e ruptura são dois problemas opostos que coexistem na mesma operação. Uma empresa pode ter capital empatado em produtos que ninguém quer comprar e, ao mesmo tempo, perder venda por falta do produto que o cliente veio buscar. Nos dois casos, o problema central é o mesmo: a previsão de demanda não funciona.

No varejo tradicional, a previsão é feita com base em histórico de vendas, sazonalidade estimada e intuição do comprador. Funciona até determinado nível de complexidade. Quando a operação cresce, quando os SKUs se multiplicam, quando os canais se diversificam, a planilha começa a gerar erros que se acumulam em estoque e em ruptura.

“Com IA, a empresa MRL elevou a acurácia de previsão de demanda de 24% para 76%, reduziu desperdício em até 30% e reportou aumento de 25% no lucro bruto.” – Case publicado pela AWS

O custo real do erro de previsão no estoque

Excesso de estoque custa entre 20% e 30% do valor parado por ano, somando armazenagem, seguro, depreciação e custo de oportunidade do capital. Um e-commerce com R$ 500 mil em estoque médio operando com 25% de excesso está queimando entre R$ 25 mil e R$ 37 mil por ano em capital imobilizado. Uma redução de 10 pontos percentuais nesse excesso (factível com previsão por IA) representa entre R$ 10 mil e R$ 15 mil de volta para o caixa. Por ano. Todo ano.

Ruptura tem custo diferente, mas igualmente grave: o cliente compra do concorrente. E muitas vezes não volta. A disponibilidade de produto é um dos fatores mais correlacionados à fidelização no varejo físico. Operações que elevaram a disponibilidade de 80% para 90% com IA reportaram aumento direto na satisfação e na taxa de retorno.

Empresas com previsões de demanda precisas reduziram até 20% nos custos de estoque excedente, segundo dados da Falconi baseados em projetos aplicados em clientes. A McKinsey, por sua vez, calcula que IA aplicada à cadeia de suprimentos pode reduzir em até 50% os custos dessa área em operações bem estruturadas.

Como o modelo preditivo funciona na prática

A diferença entre previsão por planilha e previsão por IA não é apenas de precisão. É de dimensão. Um algoritmo de machine learning cruza simultaneamente dados que uma planilha não consegue combinar: histórico de vendas por SKU, canal, região e período; dados climáticos e sazonais; calendário promocional; comportamento de navegação online; dados de concorrentes; e sinais de demanda em tempo real. O modelo aprende com o padrão específico de cada operação e se ajusta continuamente.

O resultado prático é um sistema que alerta sobre ruptura futura antes que ela aconteça — e sobre excesso antes que ele vire encalhe. O comprador deixa de tomar decisões no escuro e passa a trabalhar com evidências.

O que você aprende na imersão

A Imersão IA no Varejo conta com um módulo dedicado à gestão de estoque e planejamento de demanda com IA. O conteúdo parte dos fundamentos e vai até casos práticos de implementação, para quem está começando e para quem já usa alguma ferramenta e quer escalar. Para garantir sua vaga, clique no banner abaixo:


Leia também:

Visão computacional: câmeras podem prevenir perdas e orientar reposição no varejo

Imagem: Envato

Continue Reading
Comente aqui

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *