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99Compras cobre 100% da Grande São Paulo, diz executivo

Em entrevista a Central do Varejo, Douglas Fabian, da 99, detalha comissionamento por segmento e meta de 90 dias para o lançamento

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Em entrevista à Central do Varejo, após a coletiva de lançamento do 99Compras em São Paulo, nesta terça-feira (28), Douglas Fabian, gerente executivo de inteligência comercial da 99, contou sobre o lançamento da nova funcionalidade do aplicativo e deu um panorama sobre o lançamento.

Segundo Fabian, a expansão começou pelo ABCD Paulista há cerca de um mês, seguida por Guarulhos, antes do lançamento na capital. “A gente pode depois, por meio da assessoria de imprensa, te encaminhar exatamente todas as cidades”, disse o executivo, ao ressalvar que a cobertura depende do raio de entrega de cada loja parceira.

O modelo de comissionamento cobrado dos parceiros varia por segmento, e não por porte da empresa, segundo Fabian. “Quando você vai falar margem dentro de uma farmácia, é totalmente diferente de uma farmácia com atacado, que é diferente de um supermercado normal”, disse o executivo.

A negociação da taxa é feita caso a caso com cada parceiro comercial, afirmou Fabian.

“A gente tem 62 milhões de usuários que já conversam com a gente. Então o nosso custo de aquisição de usuário é muito menor”, disse Fabian, sobre o diferencial de lançar a nova vertical dentro de um aplicativo que já tem base ativa.

Dados da 99 que ajudam a formar a base da 99Compras
Foto: Central do Varejo

Investimento e futuro do 99Compras

Fabian citou o aporte de R$ 100 milhões anunciado para o lançamento em São Paulo como o pacote inicial da operação. “Quando a gente divulga, por exemplo, investimento de 100 milhões, ele também passa a atrair esse usuário para a nossa nova vertical”, disse o executivo.

Sobre a duração dos incentivos, Fabian disse esperar uma consistência de cupons ao longo do tempo, sustentada em parte por acordos com a indústria. “Hoje tem uma parte que é subsidiada por nós, mas amanhã eu posso ter uma parte subsidiada também para a indústria”, afirmou o executivo.

“A gente já tem entregador que já fazia moto antes, que já fazia entrega antes, e agora ele vai fazer o mercado”, afirmou Fabian, sobre o uso da mesma malha de motociclistas parceiros do 99Food para o 99Compras.

Questionado sobre o critério de sucesso da operação em São Paulo, Fabian disse que os primeiros 90 dias serão usados para consolidar a experiência do usuário, após uma fase de testes.

“A gente busca pela excelência, aí a gente precisa fazer ajustes de integração”, afirmou, sobre a complexidade de conectar o sistema da 99 ao de cada parceiro comercial.

Fabian afirmou que o indicador central do período será a taxa de pedidos entregues conforme o que o consumidor pediu, e não apenas o preço ou a velocidade de entrega. “Muito do que vai medir aqui o nosso sucesso é quanto a gente deixa o nosso usuário satisfeito”, disse o executivo.

O 99Compras compete no segmento de conveniência com aplicativos como iFood e Mercado Livre, que já operam entrega rápida de itens do dia a dia em São Paulo. Fabian citou a base de usuários da 99 e a estrutura logística já usada pelo 99Food como vantagens da empresa nesse mercado.

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