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Bling lança loja virtual própria, assistente de IA e MCP, e estudo aponta lojista mais maduro
Diretor Marcelo Navarini detalha verticalização do e-commerce dentro do Bling e diz que amadurecimento do varejista já orienta o roadmap da empresa
O Bling apresentou no Fórum E-Commerce Brasil 2026 os resultados de um estudo sobre o empreendedor digital brasileiro e um pacote de lançamentos de produto, segundo o diretor Marcelo Navarini. O executivo concedeu entrevista exclusiva à Central do Varejo no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Estudo aponta lojista mais maduro
O levantamento foi encomendado pelo Bling à FutureBrand. Segundo Navarini, a empresa mantém uma dinâmica contínua de estudos e conversas com clientes, e decidiu formalizar uma pesquisa para entender o momento do varejo de cauda longa.
O estudo aponta que cancelar um pedido pode exigir passar por várias telas diferentes, a ponto de o lojista esquecer que pretendia cancelar, segundo o levantamento.
Navarini afirmou que o Bling já oferece soluções para parte desses fluxos, como importação de pedido, cancelamento, estorno de estoque e reserva de volta ao estoque.
Segundo o diretor, a fragmentação de ferramentas é uma dificuldade real enfrentada por lojistas em crescimento. O executivo disse que o Bling busca ser uma alternativa para reduzir a quantidade de sistemas usados pelo lojista no dia a dia.
O levantamento também mostra um perfil mais maduro de empreendedor: 57% dos consultados atuam há mais de cinco anos, segundo o estudo, e 52% faturam acima de R$ 100 mil por mês.
Segundo Navarini, esse amadurecimento já orienta o roadmap da empresa. O executivo disse que o Bling vem adicionando recursos voltados a clientes com maior volume de operação, além de manter o atendimento a lojistas iniciantes.
“O Bling sempre foi uma solução muito democrática. A gente é uma opção para aquele cliente que está começando, mas também tem clientes com uma volumetria muito alta”, disse Navarini.
Bling lança loja virtual própria, assistente de IA e MCP
O Bling também anunciou um movimento de maior verticalização em e-commerce, segundo Navarini. A empresa passa a oferecer loja virtual própria integrada nativamente ao sistema, unificando cadastro de produto e estoque entre loja física, marketplaces e loja virtual.
Segundo o diretor, o cliente poderá ativar a loja virtual com um clique, sem precisar contratar uma solução externa.
O segundo lançamento é a incorporação nativa de um gateway de logística ao Bling, segundo Navarini. A ferramenta permite cotação de frete e gestão de entregas sem que o lojista precise acessar outra plataforma.
O Bling lança ainda um assistente de inteligência artificial dentro do sistema, de acordo com o executivo. Segundo Navarini, o lojista poderá perguntar ao assistente sobre dados como pedidos do dia ou margem de produtos, além de pedir reorganização de relatórios e agrupamento de produtos por margem.
Um quarto lançamento, em fase de pré-lançamento, é a conexão via MCP (Model Context Protocol), segundo Navarini. O recurso deve permitir que ferramentas de inteligência artificial se conectem diretamente ao Bling para executar tarefas. O diretor afirmou que a homologação está em curso e que o lançamento oficial deve ocorrer nos próximos dois ou três meses.
O Bling também estruturou um plano voltado a operações de maior volume, com mais flexibilidade de requisições de API, segundo Navarini.
Questionado sobre eventual concorrência entre a nova loja virtual do Bling e outras soluções do grupo LWSA, Navarini reconheceu possível sobreposição. Segundo o diretor, o movimento busca simplificar a rotina do lojista.
“A gente entende que esses movimentos permitem que o cliente opere de uma forma mais eficiente, com uma rotina mais simplificada”, disse Navarini.
O grupo LWSA afirmou, em nota, que o ecossistema foi estruturado para acompanhar diferentes fases de maturidade do empreendedor, do estágio inicial até operações maiores e mais complexas.
Segundo a nota, a Tray e a Bagy atendem o público entrante, formado por empreendedores que estão estruturando ou iniciando presença digital. O Bling, de acordo com o grupo, ampliou a atuação para empresas que já operam de forma mais madura e precisam integrar toda a gestão do negócio, sobretudo em operações multicanais, sem deixar de atender pequenas e médias empresas. A Wake, ainda segundo a nota, atende clientes enterprise.
O grupo classificou o movimento como complementaridade entre as marcas, não sobreposição. Segundo a LWSA, cada solução atende a um momento diferente da maturidade do empreendedor, e um cliente da Tray ou de outra plataforma pode adquirir apenas o ERP do Bling e, depois, migrar para uma solução mais completa conforme o negócio escala.
Navarini é administrador e mestre em Economia Internacional. O executivo integra o quadro societário do Bling desde dezembro de 2024.
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Imagem: Divulgação
