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Adyen recupera R$ 24 milhões da C&A com IA antifraude

VP Maria Isabel Noronha detalha em entrevista o case C&A, o avanço do comércio agêntico e a coexistência entre IA e loja física

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Adyen no Fórum E-commerce

A Adyen recuperou R$ 24 milhões em vendas da C&A ao longo de seis meses com uma solução de inteligência artificial contra fraude. A informação foi dada por Maria Isabel Noronha, VP & Head of Account Management Latam da Adyen.

A executiva concedeu entrevista exclusiva à Central do Varejo durante o Fórum E-Commerce Brasil 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

“Num período de seis meses, a gente recuperou com eles 24 milhões de reais que seriam vendas perdidas, literalmente jogadas fora, negadas pelo antifraude, e eram clientes que eram legítimos”, disse Maria Isabel.

Segundo a Adyen, o resultado veio do Adyen Uplift, tecnologia que elevou em 4,7% a taxa de aprovação online da varejista de moda no período. A empresa também apontou economia de R$ 1 milhão com redução de chargebacks.

Comércio unificado é a aposta central da Adyen no Fórum

Segundo Maria Isabel, o estande da Adyen no Fórum funciona como vitrine para demonstrar ao vivo a proposta de comércio unificado da empresa. A executiva afirmou que o objetivo é que a experiência de compra pareça o mesmo canal, seja ela física ou digital.

Maria Isabel, VP Adyen

Segundo Maria Isabel, o estande da Adyen no Fórum funciona como vitrine para demonstrar ao vivo a proposta de comércio unificado da empresa. A executiva afirmou que o objetivo é que a experiência de compra pareça o mesmo canal, seja ela física ou digital.Do ponto de vista do lojista, segundo Maria Isabel, a Adyen oferece uma única integração, com a mesma plataforma e as mesmas tarifas para todos os canais de venda.

Do ponto de vista do consumidor, a executiva disse que a proposta é permitir o reconhecimento do cliente tanto na loja física quanto no e-commerce, a partir de compras anteriores.

“É uma solução muito única que a gente traz no mercado, e é isso que a gente apresenta nesse evento”, disse Maria Isabel.

Base de dados explica resultado da Adyen com a C&A

Maria Isabel atribuiu o resultado da C&A ao volume de dados da Adyen. Segundo ela, a empresa processa pagamentos para clientes globais e brasileiros, o que gera uma base ampla de comportamento de consumo.

“O cliente que pode ser novo para qualquer outro cliente meu no Brasil tem uma probabilidade de 87% de que eu já o conheça, pelo tamanho da minha base”, disse Maria Isabel.

Comércio agêntico ainda está em construção

Maria Isabel também comentou o avanço do comércio agêntico, em que consumidores usam agentes de inteligência artificial para pesquisar e comprar produtos. Segundo ela, a primeira fase do movimento é estruturar catálogo e estoque para aparecer nesses agentes. Portanto, a lógica se aproxima da otimização para buscadores.

A segunda fase, segundo Maria Isabel, é preparar a operação interna do varejista para transacionar dentro do próprio agente. A executiva afirmou que o mercado ainda está em construção nesse ponto, sem um formato definido.

Loja física deve coexistir com IA, diz executiva

Questionada sobre o equilíbrio entre atendimento automatizado e humano, Maria Isabel disse que os dois formatos devem coexistir. Segundo ela, o comportamento do consumidor na pandemia, quando se previu o fim da loja física, mostrou o contrário.

“A gente está vindo com novas lojas, porque o consumidor quer tocar o produto e ter um relacionamento mais humano”, disse Maria Isabel. Para a executiva, o comércio agêntico deve se tornar mais um canal de venda, ao lado do e-commerce e da loja física.

A Adyen também detalhou a tecnologia por trás do Adyen Uplift. Segundo Renato Migliacci, vice-presidente de vendas da Adyen Brasil, a ferramenta usa inteligência artificial treinada com dados globais de transações para distinguir compradores legítimos de fraudulentos.

De acordo com Migliacci, isso reduz falsos positivos e eleva em até 6% o volume de vendas aprovadas.

A empresa também citou, no release, o uso de tokenização, que substitui os dados do cartão por um código criptografado e permanece ativo mesmo se o cartão físico vencer ou for trocado. Segundo a Adyen, isso evita que compras legítimas falhem por dados desatualizados.

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Imagens: Divulgação/Adyen

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