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Logística ganha protagonismo no Fórum E-Commerce Brasil com foco em IA, eficiência operacional e experiência do cliente
Durante o evento, a Central do Varejo conversou com Juliana Fracchia, da Loggi, e Melissa Feijó, da Cubbo, para entender o papel da logística no e-commerce.
A logística voltou a ocupar um papel estratégico nas discussões do Fórum E-Commerce Brasil. Durante o evento, empresas do setor apresentaram iniciativas voltadas à otimização das operações, redução de prazos de entrega e uso de inteligência artificial (IA) para aumentar a eficiência e aprimorar a experiência do consumidor.
Entre os destaques estiveram a Loggi e a Cubbo, que compartilharam suas estratégias para acompanhar o crescimento do comércio eletrônico no país.
Loggi mostra modelo operacional no Fórum E-Commerce Brasil
A Loggi apresentou os resultados do projeto Agência 2.0, um novo modelo operacional desenvolvido para aumentar a produtividade da última milha (last mile). Segundo a empresa, a iniciativa foi criada após seis meses de testes, utilizando metodologia Lean, tecnologia e inteligência artificial para reorganizar processos, padronizar rotinas e desenvolver um sistema próprio de clusterização de áreas e roteirização.
De acordo com a companhia, a principal mudança foi a criação de um sistema capaz de categorizar o território nacional e otimizar a distribuição das entregas.
O projeto permitiu ampliar a capacidade de processamento da agência piloto de cerca de 7 mil para 20 mil pacotes por dia, sem expansão da área física e mantendo o mesmo número de colaboradores.
A implementação também trouxe impactos na operação nacional. A empresa informa que reduziu aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros percorridos nas rotas, além de diminuir em mais de 7 mil toneladas as emissões de carbono. Com o modelo já implantado em todas as agências e centros de distribuição, o prazo médio de entrega passou de cinco para dois ou três dias em cerca de 60% do volume transportado.

Durante entrevista concedida no evento para a Central do Varejo, Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, destacou que a tecnologia é um dos principais diferenciais da empresa.
“A gente usa tecnologia de ponta a ponta. Usamos IA desde muito antes, aí o mercado está falando. E esse uso da tecnologia é o que garante a nossa eficiência operacional.”
Segundo a executiva, a inteligência artificial está presente em diferentes etapas da operação, desde o atendimento ao cliente até a análise das coletas realizadas diariamente. As informações ajudam a empresa a prever demandas, ajustar a capacidade operacional antes da chegada das cargas e manter os prazos de entrega.
Juliana também afirmou que a tecnologia deve continuar evoluindo, mas sem substituir completamente o atendimento humano.
“Eu acredito que tem uma linha em que a gente consiga coexistir. E eu acho que a tendência é cada vez mais IA. Mas eu também acho que o humano nunca vai deixar de ser necessário.”
Outro ponto abordado foi o investimento em rastreabilidade e monitoramento das cargas para reduzir perdas durante o transporte.
Segundo ela, controles operacionais, geolocalização e acompanhamento em todas as etapas permitiram que a empresa registrasse o menor índice de extravio de sua história.
Cubbo prioriza tecnologia para apoiar pessoas em vez da robotização
Também presente no Fórum E-Commerce Brasil, a Cubbo apresentou sua visão sobre automação logística. Diferentemente de centros de distribuição altamente robotizados, a empresa afirmou que investe em tecnologia para tornar o trabalho das equipes mais eficiente, sem substituir a operação humana.
Segundo Melissa Feijó, Country Manager da Cubbo, o cenário brasileiro ainda torna a robotização integral pouco viável financeiramente devido ao custo de importação dos equipamentos.
“A gente prefere investir no sistema operacional para ele ser muito bom, muito acessível, simples para esses clientes e as pessoas do que pensar em robotizar hoje.”
A empresa explicou que a inteligência artificial é utilizada principalmente em soluções voltadas ao atendimento e ao suporte aos clientes. Entre elas está uma ferramenta capaz de auxiliar na conversão de vendas, recomendar produtos, atualizar pedidos e solucionar demandas simples antes da interação com um atendente.
Para Melissa, o uso da IA deve funcionar como complemento ao trabalho humano.
“Eu acho que o futuro é usar a inteligência artificial naquilo que tange o mundo da inteligência artificial.”
Ela acrescentou que o atendimento humano continuará sendo necessário nos casos mais complexos.
“É muito importante que você tenha a opção de falar com uma pessoa.”
Além do atendimento, a executiva destacou que a empresa utiliza inteligência artificial para automatizar tarefas repetitivas e apoiar colaboradores em atividades operacionais, enquanto as decisões continuam sendo supervisionadas por pessoas.
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