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Legitimuz aposta em liveness passivo contra deepfakes na estreia na Febraban Tech
A Legitimuz processou mais de 400 milhões de verificações de vivacidade biométrica em 2025, segundo Caio Brisola, VP de Produto da empresa, em entrevista exclusiva à Central do Varejo durante a estreia da companhia como expositora na Febraban Tech 2026.
O produto central da participação é o LegitFace, tecnologia de liveness proprietária da empresa. Segundo Brisola, o mercado já conta com outros provedores do tipo de verificação. “Existem grandes players no mercado desse segmento”, disse, citando Pistec e iProof como exemplos.
Para o executivo, a diferença do LegitFace está na adaptação ao público brasileiro. “Nossos modelos são mais adaptativos ao público brasileiro. O Brasil tem uma miscigenação de pessoas gigantesca”, afirmou Brisola.
Segundo ele, provedores pensados para outros mercados barram mais pessoas do que deveriam nesse público, o que gera fricção desnecessária durante o cadastro.
Outra diferença citada pelo executivo é o tipo de verificação exigida do usuário. Enquanto outras soluções pedem movimentos ativos, como virar o rosto ou se aproximar da câmera, o LegitFace opera de forma passiva. “O usuário só vai ter a movimentação de alocar o oval no rosto dele, e a partir disso a gente já faz todas as validações”, disse Brisola.
O sistema é construído para identificar tentativas de fraude com diferentes níveis de sofisticação, da simples exibição de uma foto impressa até máscaras de silicone e injeção direta de vídeo na câmera do dispositivo. Segundo Brisola, o LegitFace barra as três formas de ataque.
A validação da tecnologia passa por certificações independentes, incluindo BixeLab e iBeta, laboratórios que testam sistemas de biometria segundo padrões do NIST, instituto americano de referência em segurança digital. A empresa também mantém um time interno dedicado a simular fraudes.
“Eles tentam prever qual vai ser a tendência de fraude do mercado”, disse Brisola.
Segundo o executivo, o time interno testa constantemente ataques de apresentação e ataques de injeção contra a própria solução da companhia.
Guilherme Bauab, co-CEO da Legitimuz, tratou da evolução da tecnologia após a implementação em clientes. Segundo o executivo, camadas adicionais de verificação nem sempre aumentam a segurança do processo.
“A quantidade de etapas não necessariamente está atrelada a uma maior segurança dentro daquele processo”, disse Bauab. Para ele, o contexto de uso do dispositivo pesa tanto quanto o número de etapas de verificação.
Bauab afirmou que a empresa não tem hoje uma quantificação exata de fraudes evitadas desde a implementação do LegitFace, oito meses antes da entrevista. Segundo ele, houve um único caso de fraude aprovado nesse período.
No mercado de iGaming, a Legitimuz estima ter prevenido cerca de R$ 400 milhões em fraudes em dois anos e aprovado mais de R$ 20 bilhões em transações financeiras, segundo Bauab. A empresa amplia agora a atuação para o mercado financeiro.
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Imagem: Divulgação
