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Prosegur Cash projeta estabilização do dinheiro em espécie entre 10% e 12% dos pagamentos

Diretor geral da empresa apresenta novas soluções, entrada em ouro tokenizado e custódia de criptoativos

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Prosegur Cash

O uso do dinheiro em espécie no varejo brasileiro deve estabilizar entre 10% e 12% dos pagamentos, ante os atuais 15% a 17%. A projeção é de Sérgio França, diretor geral da Prosegur Cash Brasil, em entrevista exclusiva à Central do Varejo durante a Febraban Tech 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Mais de R$ 380 bilhões em espécie circulam no país, segundo dado do Banco Central. Pesquisa da autoridade monetária também mostra 68,9% da população usando dinheiro em espécie com frequência, montante que passa de R$ 365 bilhões em cédulas.

Para França, o número não surpreende quem trabalha no setor. “Já está presente no nosso dia a dia. É uma linguagem nossa cotidiana”, disse.

O executivo atribuiu a percepção de queda no uso do dinheiro à mudança no giro das cédulas, não ao volume emitido pelo Banco Central. “Uma cédula, a mesma cédula, rodava muito mais. Pós pandemia, essa cédula hoje está mais presa nas carteiras das pessoas, num comércio, numa custódia de um banco”, afirmou.

Diretor da Prosegur Cash descarta fim do dinheiro físico

Sobre o horizonte do dinheiro físico no varejo, França descartou o fim do uso de cédulas. “Não deveria ser restritivo nenhum uso de meio, nenhum meio de pagamento”, disse, citando a moeda como cunhagem obrigatória de circulação no país.

A empresa apresenta no evento o Cash Today Front Office, equipamento de balcão que automatiza a gestão de cédulas e moedas no ponto de venda, com leitura, validação e crédito em conta no mesmo dia. Segundo França, o equipamento identifica cédulas falsas e recusa o depósito quando isso ocorre.

“Essa máquina consegue resolver o problema de troco. Você faz o depósito e consegue tirar cédulas e moedas na mesma denominação que você quiser”, disse o executivo. Em demonstração ao vivo, o equipamento recusou uma nota classificada como suspeita durante o teste.

A companhia também leva ao evento o Cash Today Saque, reciclador personalizável com identidade visual do banco parceiro, que permite saques e troco via Pix no comércio e reduz paradas de carro-forte na loja.

Segundo França, o principal motivo para a adoção dos equipamentos pelo varejo é a dificuldade de contratação de mão de obra no país. “Essas máquinas absorvem boa parte da mão de obra. Com isso você tem um processo de relação de custo benefício muito melhor do que o processo atual”, disse.

O executivo afirmou que a implementação não exige integração complexa por parte do varejista. “Implementação super simples. Não tem nenhuma complicação. Nem através de sistema, nem através de integração, nem através de instalação”, disse.

Além dos equipamentos de gestão de numerário, a Prosegur Cash apresenta o Prosegur Digital Gold, plataforma para emissão e transação de ouro tokenizado via blockchain, com lastro em ouro físico certificado pela LBMA (London Bullion Market Association).

A empresa também expõe o CryptoBunker, solução de custódia de criptoativos em cold storage, desconectada da internet. As duas ofertas operam sob o Marco Legal dos Criptoativos (Lei 14.478/2022) e as resoluções 519, 520 e 521 do Banco Central.

A Prosegur Cash trabalha ainda no desenvolvimento de um modelo de self-checkout com pagamento em dinheiro, sem previsão de lançamento. Segundo França, a função inexiste hoje no mercado brasileiro, restrito ao pagamento por cartão.

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Imagem: Divulgação

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