E-commerce
Pix lidera transações, mas cartão concentra 64% do faturamento no e-commerce
Relatório da Appmax mostra avanço dos meios digitais de pagamento, recuperação de vendas e diferenças regionais no tíquete médio
O Pix passou a liderar o número de transações no e-commerce entre os lojistas analisados pela Appmax no primeiro semestre de 2026.
Segundo o relatório Análise de Desempenho – 1º Semestre de 2026, o meio de pagamento respondeu por cerca de 52% das transações.
O cartão de crédito ficou com 48% das operações. Apesar da liderança em quantidade, o Pix não foi o meio que concentrou o maior volume financeiro.
No faturamento, o cartão respondeu por 64% do valor movimentado. O Pix ficou com 35,2%.
A diferença está relacionada ao tíquete médio de cada modalidade. No cartão, o valor médio foi de R$ 346,83, enquanto no Pix chegou a R$ 178,77.
A amostra analisada pela Appmax registrou crescimento de 59% no valor transacionado em comparação com o primeiro semestre de 2025.
O número de transações também aumentou, com alta de 47%. O tíquete médio geral avançou 8% e chegou a R$ 261.
Pix no e-commerce cresce, mas cartão mantém maior faturamento
Os dados indicam que os meios de pagamento ocupam espaços diferentes nas compras online.
No primeiro semestre, o valor movimentado por Pix cresceu 64,2% em relação ao mesmo período de 2025.
No cartão de crédito, a alta foi de 58,1%. Mesmo com crescimento menor, o cartão manteve a liderança no valor movimentado.
O parcelamento é apontado como um dos fatores relacionados ao tíquete médio mais elevado do cartão.
Os resultados mostram que o avanço do Pix não significa necessariamente a substituição do cartão nas compras digitais.
As duas modalidades apresentam diferenças no uso e no valor das compras realizadas, segundo os dados do levantamento.
Recuperação de pagamentos
O estudo também analisou estratégias utilizadas para recuperar vendas que não foram concluídas.
Entre elas está a recuperação de pagamentos por Pix expirado. A Appmax registrou conversão de 14,3% nessa estratégia durante o primeiro semestre.
A taxa corresponde à proporção de pedidos com Pix expirado que posteriormente foram convertidos em vendas por meio da estratégia de recuperação utilizada pela empresa.
O indicador ganha relevância diante do aumento da participação do Pix nas transações. Com mais compras realizadas pela modalidade, também cresce o número de pedidos que podem ser interrompidos após a geração do código de pagamento.
A recuperação de carrinhos abandonados devolveu R$ 46,2 milhões em volume financeiro aos lojistas no semestre.
O resultado representa crescimento de 27,2% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Nas vendas inicialmente negadas, o tíquete médio das compras recuperadas chegou a R$ 780, alta de 135,8% na comparação anual.
“Levamos a recuperação de vendas a um novo patamar de personalização no checkout. A tecnologia atua diretamente na dor do consumidor no momento do abandono, contornando objeções em tempo real e de forma consultiva. Isso transforma o resgate de receitas em uma alavanca previsível e de alta eficiência para o lojista”, destaca a CRO da Appmax, Betina Wecker.
Os resultados de recuperação foram divididos em três frentes: Pix expirado, carrinho abandonado e pagamentos negados.
Qual região tem o maior tíquete médio no e-commerce?
O levantamento também identificou diferenças no valor médio das compras entre as regiões brasileiras.
O Norte registrou o maior tíquete médio, com aproximadamente R$ 283 por pedido.
Na sequência aparecem Sul e Centro-Oeste, ambos com R$ 268. O Nordeste registrou R$ 263, enquanto o Sudeste teve média de R$ 257.
Apesar do maior tíquete, o Norte representa 3,7% do volume financeiro da base analisada.
O Sudeste, por outro lado, concentra 59,5% do faturamento total. São Paulo responde sozinho por 37% desse montante.
A Appmax aponta como uma das hipóteses para o maior tíquete no Norte a menor densidade do varejo físico e o custo mais alto do frete. O tíquete médio cresceu em todas as regiões analisadas, com altas entre 6% e 9% na comparação com o primeiro semestre de 2025.
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