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Häagen-Dazs sai do Brasil após quase 30 anos

Marca de sorvetes premium encerra distribuição no país como parte da venda da operação brasileira da General Mills para a 3corações, negócio de R$ 800 milhões

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Häagen Dazs

A Häagen-Dazs deixará de ser vendida no Brasil após quase 29 anos de presença no mercado nacional. A decisão integra a reformulação de portfólio da General Mills, dona da marca, anunciada em março de 2026, quando a companhia fechou acordo para vender sua operação brasileira à 3corações.

“A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, informou a empresa em nota. A distribuição dos produtos no país já foi encerrada, segundo a companhia, que não detalhou os motivos específicos da decisão nem informou se há planos de retomar a comercialização por meio de um parceiro local.

A venda da operação brasileira à 3corações, avaliada em cerca de R$ 800 milhões, inclui as marcas Yoki e Kitano e as unidades industriais de Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). A transação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo a General Mills, a operação brasileira contribuiu com aproximadamente US$ 350 milhões para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.

Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e teve lojas próprias até 2018

A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997, inicialmente por meio de supermercados e pontos de venda em São Paulo, expandindo depois para o Rio de Janeiro e outras capitais. Entre 1998 e 2018, a marca também manteve lojas próprias no país, que chegaram a ser projetadas para somar 29 unidades, mas o plano de expansão física não avançou como previsto. Após o fechamento das lojas, a operação brasileira passou a se concentrar na venda dos produtos em supermercados e restaurantes.

A saída do Brasil não representa o fim da marca em nível global. No Japão, onde a Häagen-Dazs opera por meio de joint venture com o grupo Suntory, as vendas cresceram 12% no quarto trimestre e 5% no acumulado do ano fiscal, em moeda constante. Na China, a General Mills anunciou em junho a venda de cerca de 170 lojas da marca, que chegou a ter cerca de 400 unidades no país, a um grupo de investidores que inclui a rede chinesa de chá Ningji, mantendo a venda dos produtos em canais de varejo e alimentação fora do lar.

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Com informações de InfoMoney, MilkPoint e Forbes Money
Imagem: Reprodução

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