Operação
Shein adia IPO em Hong Kong para 1º de setembro
Fast fashion chinesa reduz meta de avaliação para US$ 26-27 bilhões em meio a crescimento mais lento e custos mais altos; UBS entra como investidor âncora
A Shein adiou sua oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Hong Kong para 1º de setembro, segundo a Reuters. A data é posterior à meta anterior de 28 de agosto, e uma fonte disse à agência que a listagem ainda pode atrasar mais alguns dias.
O adiamento reflete demanda mais fraca de investidores, cautelosos com a desaceleração do crescimento da empresa e o aumento de custos. A Shein pretende lançar o IPO na próxima segunda-feira, segundo uma fonte ouvida pela Reuters.
A divisão de gestão de ativos do UBS Group entrou na oferta como investidora âncora, papel que marcaria a primeira participação da instituição na Shein. Como investidores âncora, esses grupos se comprometem previamente a adquirir uma quantidade pré-determinada de ações e devem mantê-las por seis meses antes de vender.
Shein reduz meta de avaliação no IPO para até US$ 27 bilhões
A Shein estabeleceu meta de avaliação entre US$ 26 bilhões e US$ 27 bilhões, recuo em relação à faixa de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões buscada no início das reuniões com investidores, e uma fração da avaliação de US$ 100 bilhões alcançada em rodada privada de captação em 2022.
A trajetória financeira da empresa ajuda a explicar a avaliação reduzida. O crescimento da receita desacelerou de 41,1% em 2023 e 20,7% em 2024 para 8% em 2025, quando a receita total atingiu US$ 41,8 bilhões, segundo documentos do IPO. No primeiro trimestre de 2026, a receita cresceu apenas 1,1%, pressionada por tarifas alfandegárias dos Estados Unidos em vigor desde maio de 2025. No período, a Shein registrou prejuízo líquido de US$ 99 milhões, revertendo lucro de US$ 395 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
A Shein havia buscado listagens nos Estados Unidos e no Reino Unido antes de optar por Hong Kong, mas os planos esbarraram em escrutínio de legisladores e reguladores ocidentais sobre transparência e condições de trabalho na cadeia de fornecedores.
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Imagem: Dick Thomas Johnson/Flickr
Informações: Reuters
Tradução livre: Central do Varejo
