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Valstark quer tirar o lojista da rotina diária de manuseio de dinheiro
Fabricante de cofres inteligentes fala sobre equipamento que dispensa transporte de valores a cada operação, na Febraban Tech 2026
A Valstark leva à Febraban Tech 2026 o Cash Point, um equipamento de depósito e saque que dispensa o transporte de valores a cada movimentação de caixa.
A empresa fabrica cofres inteligentes usados por transportadoras de valores como a Prosegur, segundo Evilynn Cristóvão, coordenadora de marketing da Valstark, em entrevista exclusiva à Central do Varejo durante o evento.
Dentro do ecossistema de empresas da Valstark, a FFW Service garante suporte técnico ágil para operações que exigem alta disponibilidade, enquanto a Vulque atua na gestão logística e na revitalização dos equipamentos em campo.
Segundo a executiva, o equipamento é bipartido: fica na loja do cliente, com um cofre embutido na base. “Eu estou com um excedente no meu caixa, eu preciso fazer uma sangria, o operador consegue depositar direto na máquina”, disse.
O equipamento também aceita múltiplas moedas simultaneamente, recurso voltado a lojistas de regiões de fronteira. “Por exemplo, em Foz do Iguaçu, ali a gente tem várias moedas circulando, dólar, peso, real. O equipamento aceita todas elas simultaneamente”, afirmou Cristóvão.
A Valstark não presta o serviço de transporte de valores. A empresa vende o equipamento para companhias como a Prosegur, que operam a logística de recolhimento junto ao varejista. “A gente fabrica o produto que eles usam dentro do serviço deles”, disse a executiva.
Segundo Cristóvão, o modelo reduz o risco do lojista de administrar sozinho o transporte do numerário até o banco. “Eu tenho três lojas, quatro lojas, como é que eu vou fazer? Porque eu vou assumir esse risco de ir loja em loja e sacar esse dinheiro”, afirmou, ao descrever a alternativa sem o equipamento.
A executiva citou o crescimento em etapas como padrão de adoção. Lojistas em fase de profissionalização tendem a adotar primeiro o cofre inteligente isolado, antes de migrar para um contrato com uma transportadora de valores.
Cibele Bueno, gerente comercial da Valstark, discutiu ainda o cenário tributário e o efeito esperado sobre o uso de dinheiro físico. Segundo a executiva, a reforma tributária deve incluir mecanismo de retenção de imposto em cada etapa de repasse de valores via Pix, o chamado split payment.
“Existe uma previsibilidade de aumento de 35% do numerário em um ano”, afirmou Bueno, ao descrever sua leitura sobre o possível efeito da nova tributação na preferência do comerciante pelo dinheiro em espécie.
Segundo a executiva, o comportamento representaria uma reversão do movimento observado durante a pandemia, quando o uso do Pix cresceu em ritmo mais rápido que o do dinheiro físico.
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Imagem: Divulgação
