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Franchising de alimentação fatura R$ 79,8 bilhões em 2025

Pesquisa ABF/GALUNION mostra que 94% das redes tiveram lucro no ano, com delivery respondendo por 22,5% do faturamento e avanço do GLP-1 já mudando cardápios

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Sustentabilidade no foodservice; franchising de alimentação

O franchising de alimentação faturou R$ 79,862 bilhões em 2025, alta de 15,6% em relação a 2024, segundo a Pesquisa Anual Setorial de Food Service ABF 2025-2026, realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) em parceria com a GALUNION Inteligência Estratégica para Foodservice. O número de lojas do segmento avançou 3,1%, reunindo mais de 900 redes.

No primeiro trimestre de 2026, o número de lojas cresceu 4,6% na comparação anual, e o faturamento avançou 14,4%, somando R$ 19,594 bilhões. Segundo a Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising da ABF, Alimentação – Comercialização e Distribuição foi o segmento de maior faturamento no período (22%), somando R$ 7,2 bilhões, enquanto Alimentação – Food Service teve o quarto melhor desempenho (10,4%), com R$ 12,4 bilhões.

Entre as empresas pesquisadas, 94% tiveram lucro no último ano, e 66% registraram lucro acima de 10%. A pesquisa ouviu 62 marcas do segmento associadas à ABF, que respondem por 45% da receita dessas redes e reúnem 15.975 pontos de venda, a maioria em lojas de rua (60%).


Delivery já responde por 22,5% do faturamento do franchising de alimentação

O delivery deixou de ser um canal isolado e se consolidou como modelo de negócio para o setor. Nove em cada dez empresas (90%) trabalham com delivery, que respondeu, em média, por 22,5% do faturamento das operações em 2025. Para 44% das marcas, o canal já representa mais de 16% do faturamento.

“Os resultados mostram a maturidade e a resiliência do franchising de alimentação. Temos um segmento que cresce consistentemente ano após ano, contribui fortemente para a geração de empregos e renda, e demonstra capacidade de proteger sua rentabilidade, mesmo em um ambiente mais complexo”, afirma Tom Moreira Leite, presidente da ABF.

O avanço dos medicamentos GLP-1 já provoca efeitos concretos no setor: 53% dos respondentes afirmam ter adaptado cardápios em função do aumento do uso desses medicamentos, com 52% priorizando opções de apelo saudável e 48% oferecendo opções mais leves.

“Os dados sobre os GLP-1 chamam muito a atenção porque mostram uma mudança de comportamento que já está chegando à operação. Não se trata apenas de reduzir itens, mas de entender novas ocasiões de consumo, tamanho de porções, composição do menu”, afirma Simone Galante, fundadora e CEO da GALUNION.

Supply chain e retenção de pessoas são prioridades das redes para 2026

A gestão de supply chain ganhou peso estratégico entre as redes: 69% das empresas pretendem investir em suprimentos, compras, distribuição e logística com fornecedores em 2026. Já a retenção de colaboradores foi citada por 87% dos respondentes como principal dificuldade do segmento, com premiação por metas (73%) e treinamentos operacionais (71%) como principais estratégias de retenção.

Entre os formatos de expansão mais buscados pelas redes estão pontos de venda avançados e quiosques (50%), lojas em locais não tradicionais (39%) e lojas de menu reduzido (37%). Os multifranqueados também ganham espaço: 59% das marcas priorizam esse perfil de operador para expandir.

Para 2026, 81% das redes concentrarão investimentos em marketing, fidelidade e relacionamento com o cliente, 69% em suprimentos e logística, e 56% no uso de inteligência artificial para gestão do conhecimento interno. Além disso, 95% das redes pretendem lançar novos produtos neste ano.

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Imagem: Freepik

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