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Motivos para ficarmos atentos ao Japão

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Japão; Motivos para ficarmos atentos ao Japão

Cada vez mais brasileiros estão abertos a missões internacionais. Viajar para descobrir novos mercados, respirar outros ares e, principalmente, trazer aprendizados de volta ao Brasil tornou-se parte importante da estratégia de quem busca inovação. Mas, por que o Japão?

Nesse movimento, você provavelmente já percebeu quantas atenções estão voltadas para a China. E existem razões para isso. O mercado chinês vem revolucionando, por exemplo, o setor automobilístico brasileiro e fazendo com que nossos olhos se voltem novamente para aquele país.

Mas, enquanto a China ocupa os holofotes, o Japão avança de maneira muito mais silenciosa. E é justamente aí que está a minha provocação: por que deveríamos prestar mais atenção ao que está acontecendo na Terra do Sol Nascente?

A escolha por Japão

Um dos motivos está na combinação entre tradição e tecnologia. O Japão é um país que preserva seus costumes sem deixar de incorporar inovação. Um exemplo interessante está nos meios de pagamento. Mesmo com uma forte tradição no uso do dinheiro vivo, as operações estão se tornando cada vez mais digitais.

Outro ponto é o varejo físico. Apesar de toda a tecnologia associada ao país, o e-commerce representa apenas uma parcela do comércio japonês. Isso ajuda a entender a força que as lojas e os espaços comerciais ainda possuem por lá.

Também chama atenção a preocupação em transformar esses ambientes em um verdadeiro “terceiro lugar” — aquele espaço que frequentamos além de casa e do trabalho. O comércio deixa de ser apenas um local para comprar e passa a disputar algo ainda mais valioso: o tempo das pessoas.

Essa lógica também aparece na experiência. Tanto no atendimento, cada vez mais preocupado em resolver problemas e criar relações humanas, quanto na concepção dos próprios espaços. Em Tóquio, por exemplo, a cobertura de um grande shopping center foi transformada em um parque, com árvores e paisagismo, para que as pessoas possam permanecer e desfrutar daquele ambiente.

A própria Uniqlo oferece outro exemplo: uma de suas lojas incorporou um grande espaço de diversão para crianças. O varejo, portanto, começa muito antes da compra e termina muito depois dela.

Escolha pela Terra do Sol Nascente

Talvez esteja aí um dos principais motivos para observarmos o Japão: a capacidade de unir comércio, serviço, convivência e experiência sem abandonar sua identidade.

É essa corrida silenciosa que quero acompanhar de perto.

A partir de 17 de setembro, estarei em uma jornada de imersão pelo Japão, observando essas transformações e buscando entender o que elas podem ensinar aos nossos negócios. Convido você a acompanhar essa experiência pelo meu Instagram e também pela cobertura aqui na Central do Varejo.

Direto da Terra do Sol Nascente, teremos muito para descobrir — e, principalmente, muito para trazer de volta na bagagem.

Boa semana!

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(*) Elifas de Vargas é formado em Marketing, com especialização em Quality Service pela Disney Institute na Flórida-USA. É criador do método FastVideos, produção rápida e versátil de vídeos para web, utilizando apenas o smartphone. Responsável por fundar a primeira webtv privada do Rio Grande do Sul, em 2006, dentro da incubadora tecnológica da Univates, possui ampla experiência em comunicação e é Terapeuta Comportamental pela Escola de Executivos e Negócios Instituto Albuquerque, certificada pela Fundação Napoleon Hill. Empresário, Co-Founder da Agência de Marketing Kreativ desde 2010, com sede em Lajeado/RS e filiais em POA/RS e Rio de Janeiro/RJ, está sempre em busca de experiências que impactem os negócios de seus clientes. Assim, também é curador de diversos eventos, entre eles, o Rio Innovation Week (maior evento de inovação e tecnologia da América Latina) no Rio de Janeiro, e a NRF, em Nova York. Acompanhe o autor no LinkedIn.

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