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E-commerce projeta R$ 13,3 bilhões na Black Friday
Com projeção de R$ 13,3 bilhões em vendas, a Black Friday exige preços competitivos, planejamento de estoque e estratégias para converter consumidores mais atentos ao orçamento
A Black Friday 2026 deve movimentar R$ 13,3 bilhões no comércio eletrônico brasileiro entre 26 e 29 de novembro, segundo projeção da Confi em parceria com o E-Commerce Brasil. Diante da maior atenção dos consumidores aos gastos, o varejo terá o desafio de transformar a busca por economia em vendas, com estratégias comerciais alinhadas à demanda e à disponibilidade de produtos.
Para Diego Souza, gerente de e-commerce da AKR Brands, a percepção de vantagem financeira influencia o tempo necessário para a decisão de compra. No segmento de moda, a disponibilidade de tamanhos também pode interferir na conversão, especialmente em períodos de maior procura por ofertas.
“A Black Friday reduz o tempo de decisão quando o consumidor reconhece uma oportunidade real de economia. Mas o desconto, isoladamente, não garante a conversão: se a oferta não for competitiva, o cliente pode adiar a compra e esperar por condições melhores”, afirma.
Como a Black Friday 2026 pode acelerar as vendas?
A preparação para a data começa antes do período oficial de promoções. As empresas precisam atrair consumidores, apresentar ofertas competitivas e estimular as compras ao longo de novembro. Na avaliação de Souza, a velocidade da conversão está relacionada à capacidade de oferecer condições que representem uma vantagem concreta para o público.
Na AKR Brands, o investimento previsto para as ações comerciais de novembro é cerca de 40% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Entre as iniciativas estão campanhas para conquistar novos clientes e grupos exclusivos no WhatsApp, utilizados para divulgar ofertas e antecipar oportunidades de compra.
A estratégia busca ampliar o contato com os consumidores antes dos dias de maior movimento. Ao longo desse processo, a competitividade dos preços e a adequação dos produtos às necessidades do público são fatores considerados para transformar o interesse pelas promoções em pedidos efetivados.
Por que o estoque é decisivo na Black Friday 2026?
Além das ações de divulgação, o planejamento do estoque integra a preparação para a Black Friday. A disponibilidade dos produtos precisa acompanhar a demanda esperada, principalmente em categorias nas quais o consumidor procura itens específicos.
A AKR Brands prepara kits e produtos exclusivos para a data, com descontos agressivos, além de ampliar o mix em categorias estratégicas. O planejamento também prevê a inclusão de itens que ainda não eram comercializados no e-commerce da empresa.
A composição da oferta considera produtos promocionais, lançamentos e os chamados best-sellers, que estão entre os mais vendidos. A proposta é equilibrar essas opções conforme a demanda e o potencial comercial de cada categoria.
No comércio eletrônico de moda, esse planejamento também envolve a disponibilidade de tamanhos. Mesmo quando o consumidor encontra um preço atrativo, a ausência da opção desejada pode comprometer a compra. Por isso, a organização do sortimento precisa estar alinhada às campanhas de divulgação e às expectativas de procura.
Quais produtos devem concentrar a procura na Black Friday?
Os itens essenciais devem representar uma parcela importante da demanda, segundo a avaliação de Souza. Na moda infantil, pais e mães podem aproveitar o período de descontos para antecipar compras de peças necessárias nos meses seguintes.
Com base na experiência no setor e no perfil dos consumidores das marcas do grupo, o executivo estima que 90% do público priorize produtos essenciais.
Além dos itens básicos, parte dos consumidores pode aproveitar as ofertas para adquirir roupas destinadas a ocasiões específicas. Entre os exemplos citados pelo gerente estão peças de linho e modelos com textura, que podem ser utilizados nas festas de fim de ano.
Esse comportamento amplia as possibilidades de venda para o varejo, mas exige atenção à composição do catálogo. A oferta precisa contemplar tanto produtos de uso cotidiano quanto peças sazonais, considerando o interesse do público e a disponibilidade de cada categoria.
Como o varejo pode converter a busca por economia em vendas?
Para Souza, a tendência é de consumidores mais atentos ao orçamento, que comparam preços e planejam as compras para aproveitar melhor os recursos disponíveis. Nesse cenário, a estratégia comercial precisa considerar mais do que o volume de acessos ao site.
“A tendência é de um consumidor mais estratégico, que planeja compras e compara oportunidades para extrair mais valor do orçamento. Para o varejo, isso exige coerência entre preço, sortimento e disponibilidade: não basta gerar tráfego para o e-commerce, é preciso oferecer produtos relevantes, com condições competitivas e estoque preparado para responder à demanda”, conclui Diego.
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Imagem: Magnific
