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Black Friday eleva em cerca de 30% as vendas de marcas próprias nos supermercados, diz Amicci
Ovos, arroz, feijão, café, papel higiênico e sabão para roupa respondem por cerca de R$ 7 de cada R$ 10 adicionais vendidos, segundo a Amicci
As vendas de marcas próprias nos supermercados cresceram cerca de 30% na semana da Black Friday nos dois últimos anos, segundo levantamento da Amicci, plataforma de execução de marcas próprias. A alta foi de 29,1% em 2025 e de 34,6% em 2024.
A empresa projeta que o patamar se repita neste ano, com a promoção marcada para 27 de novembro, uma sexta-feira. No fim de semana da Black Friday, o avanço foi maior e ficou entre 70% e 83%, de acordo com a Amicci.
O crescimento vem principalmente dos itens básicos. Ovos, arroz, feijão, café, papel higiênico e sabão para roupa respondem por cerca de R$ 7 de cada R$ 10 adicionais vendidos em marcas próprias na semana da promoção, segundo o levantamento. A empresa avalia que o consumidor aproveita as ofertas para abastecer a casa.
Em 2025, os preços nas gôndolas dos supermercados ficaram cerca de 8% abaixo dos de um dia comum na sexta-feira da Black Friday, de acordo com a Amicci. Na segunda-feira seguinte, o índice de preços chegou a 101,4, próximo do nível habitual.
Para a Amicci, a data funciona no varejo alimentar sobretudo como evento de atração de clientes, com ofertas pontuais em produtos de alto giro. Encerrada a sexta-feira, os preços tendem a voltar aos níveis regulares, sem extensão promocional na Cyber Monday.
A relação de Black Friday com as marcas próprias
Na sexta-feira da Black Friday de 2025, um em cada cinco produtos de marcas líderes ficou ao menos 10% mais barato do que nas sextas-feiras anteriores, segundo a Amicci. Entre os produtos de marca própria, a proporção foi de um em cada oito.
Com descontos mais frequentes nas marcas líderes, a diferença de preço entre elas e as marcas próprias passou de 30,4% para 27,7% durante a promoção, queda de 2,7 pontos percentuais, pelo cálculo do portal.
A Amicci atribui o movimento ao maior espaço das marcas líderes para reduções promocionais. As marcas próprias, que já têm preços mais baixos ao longo do ano, dispõem de menos margem para novos cortes, segundo a empresa.
“A data concentra o movimento em um período curto e estimula o consumidor a antecipar compras de abastecimento”, diz Johnny Reitzfeld, CEO da Amicci. Ele afirma que varejo e fornecedores precisam entender quais categorias puxam o crescimento para planejar estoque e oferta.
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Imagem: Magnific
