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Crédito rotativo representa só 2,7% da dívida das famílias, diz Abecs
Análise da Abecs com dados do Banco Central mostra que 74,6% do saldo de cartões não tem cobrança de juros e que 85% dos consumidores pagam a fatura em dia
A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) divulgou análise periódica sobre o uso do cartão de crédito no Brasil, com base no Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central. O valor movimentado pelo crédito rotativo representa 2,7% do endividamento total das famílias brasileiras, equivalente a R$ 90 bilhões dentro de um total de R$ 3,3 trilhões.
Ainda segundo o levantamento, referente a maio de 2026, 74,6% do saldo total da carteira de cartões não tem cobrança de juros, composto por transações à vista ou parceladas sem juros.
As linhas com maior participação no endividamento das famílias são financiamento imobiliário (47,3%), crédito consignado (23%), aquisição de veículos (12,2%) e crédito não consignado (11,8%).
Crédito rotativo tem uso restrito por regulação e pagamento majoritário em dia
Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada trimestralmente há mais de dez anos, aponta que cerca de 85% dos consumidores pagam integralmente a fatura do cartão de crédito na data de vencimento, sem recorrer a financiamento com juros.
A Abecs destaca que, por regulação, o consumidor não pode permanecer mais de 30 dias na modalidade de crédito rotativo, o que limita o tempo de incidência da taxa de juros anualizada divulgada pelo mercado.
A entidade also cita que, desde janeiro de 2024, uma decisão do Congresso e do governo determinou que o valor da dívida no rotativo não pode exceder o valor original, o que impõe limite adicional à cobrança de juros pelos emissores de cartão.
Segundo dados de maio do Banco Central citados pela Abecs, o período médio de permanência do consumidor brasileiro no crédito rotativo é de 14,2 dias.
Os indicadores de inadimplência de maio mostram um movimento mais amplo no crédito a pessoas físicas, não restrito ao cartão de crédito. O cheque especial teve taxa de 16,1%, com alta de 2,4 pontos percentuais em relação a maio de 2025. O crédito pessoal não consignado teve taxa de 10,5%, alta de 2,6 pontos percentuais. O financiamento de veículos registrou 6,5%, alta de 1,2 ponto percentual. O cartão de crédito, no total, teve taxa de 9,5%, alta de 1,0 ponto percentual no período.
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Imagem: Envato
