Operação
EBANX e Pagaleve lançam Pix 4x para parcelar compras internacionais sem cartão de crédito
Com a nova solução, a parceria traz uma nova forma para o consumidor aproveitar chances de parcelar compras de valores mais altos
O EBANX e a Pagaleve anunciaram uma parceria para disponibilizar o Pix 4x em plataformas de comércio eletrônico. A solução permitirá que consumidores brasileiros parcelem compras realizadas em sites internacionais em quatro parcelas quinzenais utilizando o Pix, sem a necessidade de cartão de crédito.
A iniciativa conecta as mais de 500 marcas globais atendidas pelo EBANX à tecnologia de parcelamento da Pagaleve. Segundo as empresas, o objetivo é ampliar o acesso de consumidores brasileiros a produtos e serviços vendidos por varejistas internacionais, especialmente para quem não possui cartão de crédito ou enfrenta restrições de limite.
O lançamento ocorre em um cenário de ampla utilização do Pix no Brasil. De acordo com as empresas, o sistema de pagamentos instantâneos já é utilizado por 96% da população adulta do país. Ao mesmo tempo, o parcelamento continua sendo um hábito consolidado entre os consumidores brasileiros.
Dados do Serasa Experian indicam que cerca de 70% da população costuma parcelar compras, enquanto informações do Banco Central apontam que aproximadamente 60 milhões de adultos não possuem cartão de crédito.
Para viabilizar a operação, a análise de crédito é realizada em tempo real durante o processo de compra. O sistema utiliza inteligência artificial e Machine Learning para avaliar mais de 100 pontos de dados relacionados à transação e ao perfil do consumidor, permitindo que a aprovação ocorra em menos de três segundos.
Segundo Sebastian Fantini, diretor de Produto do EBANX, a parceria busca ampliar o acesso ao parcelamento para consumidores que hoje enfrentam limitações de crédito.
“O Brasil tem um dos ecossistemas de pagamentos mais sofisticados do mundo e o maior mercado de e-commerce da América Latina, mas milhões de consumidores têm sido excluídos dos pagamentos parcelados devido a barreiras de crédito”, afirmou. “Ao integrar o sistema de análise de risco da Pagaleve com a nossa rede global de merchants e a acessibilidade do Pix, estamos possibilitando que milhões de consumidores possam participar da economia digital global”, completou o executivo.
De acordo com Eduardo Zucareli, diretor comercial da Pagaleve, a proposta elimina a necessidade de um cartão de crédito para compras parceladas.
“O modelo que criamos com o EBANX derruba as barreiras tradicionais, pois não exige que os consumidores tenham um cartão de crédito ou limite disponível para pagar uma compra a prestações”, explicou. “Isso abre as portas a três segmentos desassistidos que agora queremos alcançar em grande escala: consumidores sem cartão de crédito e aqueles com limites restritivos.”
Como funciona o Pix 4x do EBANX e Pagaleve
No modelo apresentado pelas empresas, o consumidor paga a primeira parcela imediatamente por meio do Pix, enquanto as demais são quitadas em parcelas quinzenais. O parcelamento não utiliza o limite do cartão de crédito e a aprovação acontece diretamente no checkout da loja virtual.
Segundo a Pagaleve, a empresa assume integralmente o risco de inadimplência da operação, permitindo que o vendedor receba o valor da compra de forma imediata. Ainda de acordo com a fintech, a análise automatizada baseada em inteligência artificial resulta em taxas de aprovação entre duas e três vezes superiores às dos concorrentes, mantendo uma taxa de inadimplência de 2%.
“Essa metodologia proporciona taxas de aprovação de 2 a 3 vezes superiores às dos concorrentes, mantendo simultaneamente uma taxa de inadimplência de apenas 2%, o que demonstra a precisão da avaliação de risco baseada em IA”, observou Zucareli.
Mercado de BNPL segue em expansão
A parceria também acompanha o crescimento do mercado de Buy Now, Pay Later (BNPL) no Brasil. Segundo dados da consultoria PCMI analisados pelo EBANX, os gastos no comércio eletrônico utilizando esse modelo de pagamento devem superar US$ 2,7 bilhões até 2028, com crescimento anual composto de 8% desde 2024.
Ainda conforme o levantamento, o parcelamento respondeu por 47% do volume transacionado no e-commerce brasileiro no último ano. Entre os 15 mercados emergentes acompanhados pela PCMI, o Brasil ocupa a segunda posição em adoção do modelo BNPL, atrás apenas da Argentina.
Outro estudo citado pelas empresas, o Beyond Borders 2026, aponta que o parcelamento pode elevar o ticket médio das compras em até 2,7 vezes. O levantamento também indica aumento médio de 20% no faturamento para varejistas que oferecem essa modalidade de pagamento, enquanto empresas de Software as a Service (SaaS) registram crescimento de até 22,5%.
Segundo a PCMI, em dados analisados pelo EBANX, o comércio eletrônico brasileiro deverá movimentar US$ 516 bilhões até 2028, crescimento de 54% em relação ao volume registrado em 2025.
Para Sebastian Fantini, a combinação entre a cultura do parcelamento e a infraestrutura do Pix diferencia o mercado brasileiro.
“O que torna o mercado BNPL do Brasil único é a forma como mescla a cultura local de pagamento parcelado com a infraestrutura moderna de pagamentos instantâneos. Esta combinação cria algo poderoso: uma forma de compra em que os brasileiros já confiam, disponibilizada por meio de uma tecnologia que já utilizam diariamente e estendida a populações que o crédito tradicional nunca alcançou”, afirmou Fantini. “Esta é mais uma história de sucesso que posiciona os mercados emergentes como líderes de inovação no setor dos pagamentos”, conclui.
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Imagem: Divulgação/Ebanx
