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Faturamento das PMEs desacelera e fecha o 3º trimestre com alta de 0,6%, aponta Omie
Índice da Omie reduziu a projeção para 2026 de 2,6% para 2,2%, com Comércio em alta de 2,1% e Indústria em queda de 1,4%
O faturamento real médio das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras subiu 0,6% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). Nos dois trimestres anteriores, o índice registrou altas de 4,5% e 3,2%.
Com o resultado, a Omie reduziu a projeção do IODE-PMEs para 2026, de 2,6% para 2,2%. Para 2027, a estimativa é de 1,8%.
O Comércio teve o melhor desempenho entre os quatro setores monitorados, com alta de 2,1%, sendo 3,6% no atacado e 1,1% no varejo. Infraestrutura variou 0,4%, Serviços recuaram 0,2% e a Indústria caiu 1,4%. Por região, o Norte (+7,2%) e o Nordeste (+4,2%) lideraram, enquanto o Centro-Oeste recuou 6,4%, terceira queda trimestral seguida.
IODE-PMEs aponta juros altos e consumidor cauteloso como freios
Para Felipe Beraldi, economista da Omie, o índice mostra que “a economia, de fato, perdeu força”, e os juros pesam no desempenho de praticamente todo o mercado de PMEs. Ele afirma que o crédito mais caro encarece o capital de giro, aperta a margem e leva empresários a adiar investimentos.
A Selic está em 13,75% ao ano desde 16 de setembro, após o quinto corte seguido do Copom. O IPCA subiu 0,82% em setembro e acumulou 4,58% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta, segundo o IBGE.
No consumo, o Índice de Confiança do Consumidor da FGV caiu pelo quinto mês consecutivo em setembro, para 84,2 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. Em outubro, subiu 0,5 ponto, para 84,7 pontos. Beraldi cita que as famílias comprometem, em média, 28,7% do orçamento mensal com dívidas.
Como contrapeso, o desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, a menor taxa para o período na série do IBGE, iniciada em 2012. Beraldi avalia que o mercado de trabalho e a renda amortecem a desaceleração, sem configurar crise.
Na Sondagem Omie do segundo semestre, 59% das PMEs citam os juros altos como principal barreira ao crescimento, ante 49% no semestre anterior. A intenção de abrir vagas caiu de 37% para 26%.
O IODE-PMEs acompanha 756 atividades econômicas de empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões.
Com informações de Valor Econômico
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Imagem: Magnific
