Operação
Faturamento das PMEs avança 12,3% em março, com indústria liderando e comércio voltando ao campo positivo
A movimentação financeira média real das pequenas e médias empresas brasileiras avançou 12,3% em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O índice acompanha empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões em cerca de 750 atividades econômicas nos setores de comércio, indústria, infraestrutura e serviços.
O resultado, no entanto, é influenciado por um efeito calendário relevante: março de 2026 contou com 22 dias úteis, contra 20 em março de 2025. Descontado esse viés, a expansão na movimentação média diária das PMEs foi de 2,1% na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o índice registrou alta de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025, sustentado pelo desempenho da indústria (+9,7%).
Indústria
O setor industrial foi o principal destaque de março, com crescimento de 20,7% na comparação anual, terceiro mês consecutivo de expansão no trimestre. Dos 23 subsetores da indústria de transformação monitorados pelo índice, 19 registraram crescimento, com destaque para produtos de couro, metalurgia e máquinas e equipamentos.
Comércio
O setor de comércio interrompeu a trajetória negativa de 2026 e registrou seu primeiro resultado positivo do ano em março, com alta de 12,4% na comparação anual, revertendo a queda de 8,5% registrada em fevereiro. A recuperação foi sustentada pelo equilíbrio entre atacado (+14,3%) e varejo (+12,3%). No varejo, os segmentos de produtos farmacêuticos, artigos fotográficos e material de construção lideraram o crescimento.
Serviços e infraestrutura
O setor de serviços, principal pilar de sustentação das PMEs em 2025, registrou em março sua primeira alta de 2026, com crescimento de 2,3% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado por atividades financeiras e pelo segmento de transporte. O setor de infraestrutura também voltou ao campo positivo, com avanço de 6,4%, após queda atípica de 16% em fevereiro. Os destaques foram obras de infraestrutura e serviços especializados para construção.
O índice aponta que o nível de incerteza para as PMEs permanece elevado no curto prazo, com pressão inflacionária decorrente da alta dos combustíveis associada ao conflito no Irã. Por outro lado, a recuperação da confiança dos consumidores e o avanço da renda das famílias são apontados como fatores que devem sustentar a trajetória positiva do faturamento das PMEs nos próximos meses.
Imagem: Envato
