Operação
Mercado Livre passa a vender remédios com receita e testa entrega em 1 hora em SP
Companhia amplia operação própria para medicamentos com retenção de receita, como antibióticos e canetas emagrecedoras, e prevê conectar farmácias parceiras ao marketplace até outubro
O Mercado Livre começou a vender nesta sexta-feira (25) medicamentos que exigem prescrição e retenção de receita, incluindo antibióticos e canetas emagrecedoras como Ozempic e Wegovy.
O avanço foi anunciado na quinta-feira (24), durante o Meli Experience, em São Paulo, e amplia um piloto iniciado em março, que vendia apenas remédios isentos de prescrição.
A operação própria segue modelo em que a receita é enviada a um farmacêutico da plataforma para validação antes do envio ao consumidor.
A empresa também lançou o Envios Agora, serviço de entrega de produtos de até 15 quilos em até 60 minutos, hoje restrito a bairros selecionados da capital paulista.
Mercado Livre farmácia vai conectar redes parceiras ao marketplace
A partir da primeira quinzena de outubro, o Mercado Livre pretende avançar para um modelo de marketplace, conectando farmácias parceiras diretamente aos consumidores pela plataforma.
A meta é ter três redes integradas até o fim de outubro e chegar a 20 farmácias parceiras até o fim do ano, distribuídas em São Paulo.
“Agora, damos um passo ao evoluir para o modelo de marketplace, conectando farmácias parceiras diretamente aos consumidores. É assim que queremos crescer nessa categoria, rápido, mas nunca atropelando o cuidado que a saúde do consumidor exige”, disse Fernando Yunes, vice-presidente executivo de Commerce América Latina e líder do Mercado Livre no Brasil.
A Abrafarma, que representa grandes redes de farmácia, questiona a legalidade da venda de medicamentos com receita por marketplaces.
Em comunicado, a entidade afirma que a comercialização por essas plataformas segue vedada até a conclusão da regulamentação em discussão na Anvisa.
A associação cita um posicionamento da própria agência, de 10 de agosto, segundo o qual a revogação de resoluções sanitárias anteriores “não implica em autorização automática de comercialização de produtos farmacêuticos”.
O avanço do Mercado Livre repercutiu no mercado financeiro: ações de redes de farmácia caíram até 10% após o anúncio, com RD Saúde, Pague Menos e Panvel entre as mais afetadas no pregão.
Leia também
- Mercado Livre vai entrar no setor de farmácia
- Anvisa autoriza Magazine Luiza a vender medicamentos
- Setor farmacêutico aciona Anvisa sobre medicamentos na Shopee
Imagem: Divulgação/Mercado Livre
