E-commerce
Pré-Black Friday no 11/11 exige planejamento de estoque
Em 2025, o 11/11 somou R$ 2,78 bilhões e 8,07 milhões de pedidos no e-commerce, segundo a Neotrust, e a Black Friday veio 17 dias depois
O 11/11 deste ano cai em uma quarta-feira e antecede em pouco mais de duas semanas a Black Friday, marcada para 27 de novembro.
Para Claudio Dias, CEO da Magis5, hub de automação e integração de vendedores com marketplaces, o lojista deve planejar as duas campanhas em conjunto, porque as decisões de preço, estoque e entrega na primeira data afetam a capacidade de atender à segunda.
Em 2025, o 11/11 movimentou R$ 2,78 bilhões no e-commerce brasileiro e somou 8,07 milhões de pedidos, segundo a Neotrust. A sexta-feira da Black Friday, 17 dias depois, registrou R$ 4,76 bilhões e 8,69 milhões de pedidos, de acordo com a mesma empresa.
Pelo cálculo do portal, o 11/11 de 2025 equivaleu a cerca de 58% do faturamento e a 93% dos pedidos da sexta-feira da Black Friday. No 11/11 de 2025, a plataforma da Magis5 processou 600 mil pedidos, segundo a companhia.
Para o 11.11 de 2026, a Neotrust projeta R$ 3,17 bilhões, segundo a Exame. Já a Black Friday, entre 26 e 29 de novembro, deve movimentar R$ 13,3 bilhões, conforme a Confi, responsável pela plataforma Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil.
O que o lojista deve acompanhar na pré-Black Friday
Segundo Dias, a velocidade de venda de cada produto no 11/11 indica o que precisa de reposição nesse pré-Black Friday. “Um item que teve alta procura no 11/11, por exemplo, pode não estar disponível para a Black Friday se o prazo de reposição não tiver sido considerado”, afirma o executivo.
O CEO da Magis5 também recomenda medir a capacidade de processar e despachar pedidos, além do estoque. Falhas na atualização de estoque, problemas na integração com marketplaces e atrasos na expedição podem gerar cancelamentos, segundo ele, e detectar esses pontos no 11/11 abre espaço para ajustes antes da campanha seguinte.
O volume de pedidos precisa ser lido junto com os custos da operação. Descontos, frete, comissões dos marketplaces, devoluções e retrabalho podem reduzir a margem mesmo quando a quantidade de pedidos é alta, de acordo com a Magis5.
“Uma campanha pode gerar muitos pedidos e deixar pouco resultado se os descontos, o frete e os custos operacionais consumirem a margem”, diz Dias. Ele afirma que o lojista deve calcular quanto custa atender cada pedido para saber se a campanha foi rentável e quais ajustes fazer nas próximas ações.
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Imagem: Magnific
