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11/11 teve 92% dos pedidos da Black Friday em 2025, e datas duplas viram régua de preço, diz Stefanini Marketing
Segundo a pesquisa, 94% dos consumidores conhecem as datas duplas e 67% já compraram nelas; 56% começam a pesquisar produtos mais de 30 dias antes da Black Friday
As datas duplas, como 9/9, 10/10 e 11/11, passaram a servir de referência de preço para os consumidores brasileiros antes da Black Friday. Segundo a 6ª edição da pesquisa de Black Friday da Gauge, Ecglobal e W3haus, empresas da Stefanini Marketing, 94% dos consumidores conhecem essas campanhas e 67% já compraram nelas.
A pesquisa ouviu mil consumidores e informa margem de erro de 3%. O levantamento aponta que o efeito das datas duplas está mais ligado à comparação de preços do que à concorrência com a Black Friday, já que nove em cada dez consumidores mantêm os planos de compra para a campanha de novembro.
Nas análises qualitativas da Ecglobal, o uso das datas duplas como parâmetro para avaliar ofertas aparece em 46% dos relatos detalhados sobre o tema.
Dados da Neotrust/Confi apresentados no estudo mostram o peso comercial dessas datas. O 11/11 foi o segundo maior dia de faturamento de novembro de 2025, com receita equivalente a 58% da registrada na sexta-feira da Black Friday e volume de pedidos de 92% do observado na data.
Pelo cálculo do portal, o tíquete médio do 11/11 correspondeu a cerca de 63% do da Black Friday.
Datas duplas ampliam a janela de pesquisa antes da Black Friday
Segundo a pesquisa, 56% dos consumidores começam a pesquisar produtos mais de 30 dias antes da Black Friday. O percentual era de 21% em 2021. Já 71% participam de grupos ou canais de ofertas, e o WhatsApp é usado por nove em cada dez integrantes desses espaços.
Apenas 5% dos entrevistados afirmam estar saturados pelo excesso de promoções, e 6% consideram as campanhas confusas a ponto de desistir de uma compra.
Para Guilherme Stefanini, CEO da Stefanini Marketing, a disputa pela atenção do consumidor deixou de se concentrar na Black Friday e passou a ocorrer em vários momentos do ano.
“Isso exige um planejamento mais cuidadoso de preços, margens e campanhas, porque uma oferta feita hoje pode influenciar a decisão de compra no próximo mês”, afirma o executivo.
A Stefanini Marketing projeta que a semana da Black Friday de 2026 movimente cerca de R$ 14,5 bilhões, alta de 8,4% sobre o ano anterior, com 18,3 milhões de pedidos, crescimento de 10,8%.
O tíquete médio pode recuar de R$ 808,50 para cerca de R$ 791, queda de 2,2%, em um cenário de mudança na composição das categorias compradas.
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Imagem: Magnific
