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Giraffas aposta em produtividade, tecnologia e alimentação saudável para acompanhar mudanças no consumo

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Giraffas na ABF Expo 2026

As transformações no comportamento do consumidor já impactam o mercado de foodservice e exigem adaptações das redes de franquias. Entre os principais movimentos observados estão o avanço das chamadas canetas emagrecedoras, a busca por uma alimentação mais equilibrada, o crescimento da demanda por alimentos ricos em proteína e a necessidade de oferecer experiências mais personalizadas aos clientes.

Durante a ABF Expo 2026, Eduardo Guerra, diretor de Expansão do Giraffas, conversou com a Central do Varejo sobre como a rede acompanha essas mudanças e quais estratégias vêm sendo adotadas para apoiar franqueados, ampliar a produtividade das operações e fortalecer o relacionamento com o consumidor.

Alimentação saudável ganha espaço no foodservice

Segundo Guerra, o crescimento do uso de medicamentos à base de GLP-1 deve alterar o comportamento alimentar dos consumidores, mas não representa uma redução da demanda por refeições fora de casa.

“Estamos no início de um processo de transformação do consumidor que é muito benéfico. O consumidor não vai deixar de comer, vai comer menos. O consumidor vai atrás de opções mais saudáveis e comida verdadeira, que é o que o Giraffas traz. Isto está no nosso DNA. Toda essa onda do GLP e do Wellness, que são diferentes, porém muito parecidas, é pela busca de uma alimentação melhor. O Giraffas é a rede que já entrega essa comida de verdade com maior saudabilidade, e, também, já estamos desenvolvendo uma linha com um foco nisto.”

A tendência também influencia o desenvolvimento de novos produtos. Para o executivo, o crescimento da procura por alimentos hiperproteicos está sendo acompanhado pela rede, tanto em bebidas quanto em refeições.

“Estamos testando diversas variações, seja num shake, num sorvete ou numa bebida.” Porém, dentro do prato, a gente já tem esse norte. Todos os nossos pratos têm proteína, e proteína de verdade, seja um frango ou um bife. Porém, dentro das novas linhas do Giraffas — focadas em superfoods e olhando para o mercado hiperproteico —, estamos alinhando e pensando nesse mercado fit e saudável, que atende ao movimento Wellness e ao público do GLP.”

Eduardo Guerra, Giraffas
Eduardo Guerra, Diretor de Expansão do Giraffas – Imagem: Divulgação

Giraffas e a comunicação com a geração Z

Outro ponto destacado por Guerra é a necessidade de dialogar com diferentes perfis de consumidores, especialmente a geração Z, que tem forte presença nas redes sociais e influencia tendências de consumo.

Segundo ele, a estratégia de comunicação da marca envolve personagens próprios e temas que dialogam com diferentes gerações.

“Temos nossas duas girafinhas que vivem dentro das nossas redes sociais e que são as nossas mestras de cerimônias. Então, elas absolutamente têm uma conexão fácil, não só com criança, mas com várias gerações. A questão é como a gente se posiciona em diversas discussões, como, por exemplo, as questões ambientais. Nossas embalagens são todas biodegradáveis. Nossas campanhas têm uma comunicação fácil com esse público. Fora nossos produtos. Nossos brindes conversam com a criança, mas elas falam muito com o público adolescente, até gerações mais antigas.”

Franqueadora e franqueados compartilham responsabilidades.

Ao comentar sobre a rentabilidade das unidades, Eduardo Guerra reforçou que o desempenho da rede depende da atuação conjunta entre franqueadora e franqueados.

“É importante dizer que são dois papéis realmente distintos. A gente sempre fala para os nossos franqueados: existe o papel da franqueadora e precisa do papel do franqueado. E o segredo do sistema de franquia é realmente essa união dos dois, que, na verdade, não são dois, no caso dos Giraffas, são 400 empresários trabalhando juntos e desenvolvendo o nosso negócio diariamente para que a gente possa crescer e desenvolver um melhor negócio para todos nós. Quando um cresce, todos crescemos juntos, e se um cai, todos caímos juntos.”

“Temos este papel da franqueadora, que é gestão de marca, desenvolvimento de produto, desenvolvimento de campanhas, operação, treinamento, expansão, design e experiência. A franqueadora entrega esse produto para o franqueado, e o franqueado pega tudo isso lá na venda, soma a liderança que ele tem que ter na equipe e coloca todo esse padrão para o show acontecer no ponto de venda. Até lembrando um pouco da Copa do Mundo, a gente brinca que é isso: a gente tenta levar a bola muito próximo do gol, mas quem tem que fazer o gol é o franqueado lá na ponta”, continua Guerra.

O executivo também afirmou que a companhia conduz um projeto interno voltado para ganhos operacionais.

“A gente passa por uma profunda transformação no nosso negócio, um olhar para dentro, entender de que forma a gente vai automatizar todas as rotinas operacionais. A gente acredita que todo esse trabalho vai conseguir melhorar em torno de 30% a margem do nosso franqueado, em alguns casos até 60%. É um plano que a gente está conduzindo internamente, que chama plano de lucratividade máxima. Ele foca em produtividade.”

Produtividade e tecnologia no centro da estratégia

Para Guerra, a produtividade será um dos principais diferenciais competitivos das franquias nos próximos anos.

“Eu acho que a palavra é produtividade. Eu acho que todos nós, isso é até uma visão do Brasil, que o Brasil precisa enfrentar, que nós precisamos ser mais produtivos. Nós precisamos aprender a fazer mais com menos, e a tecnologia vem aprofundar muito isso. A gente está num processo de transformação e de grande oportunidade. E aí, olhando para dentro, como a gente pode tornar a nossa loja mais produtiva por meio de automação, maior eficiência, tecnologia e inteligência artificial. Eu acho que esse processo que a gente está passando hoje em dia vai nos ajudar bastante nisso.”

Experiência do cliente deve permanecer no centro das operações

Apesar do avanço da inteligência artificial e da automação, Guerra afirma que a tecnologia deve funcionar como suporte para fortalecer o relacionamento com o consumidor, e não substituí-lo.

“Ela influencia na questão da rentabilidade. Quando a gente fala em produtividade e rentabilidade, a gente está falando muito da loja para dentro. Existe um outro lado, que é tão importante ou mais, que é da loja para fora, que obviamente são as vendas. E a experiência está absolutamente interligada com a venda. Quanto melhor a experiência, maior o retorno do nosso cliente. Quanto maior o retorno do nosso cliente, maior o faturamento, maior o valor agregado que se cria e maior a geração de riqueza. A experiência do cliente está absolutamente no momento. Existe todo um projeto de visão de cliente que, inclusive, foi pauta das nossas duas últimas convenções com os franqueados. A tecnologia não pode substituir esse contato, mas ela tem que vir para suportar esse contato com o cliente. Jamais a gente pode perder a humanização.”

Eduardo finaliza: “Tecnologia tem que trazer dados e informações para a gente entender mais o nosso consumidor e estar mais próximo dele ainda. Não é para se distanciar e substituir. A verdade é que a tecnologia tem que nos subsidiar de como a gente pode estar mais perto. Porque realmente esse calor e o contato humano nunca vão ser substituídos por tecnologia. De novo, a tecnologia tem que ser uma ponte de conexão, não uma ponte de destruição da relação marca-consumidor, mas sim uma ponte de construção.”

Giraffas na ABF Expo 2026
Stand Giraffas na ABF Expo 2026 – Imagem: Divulgação/Giraffas
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