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Copa do Mundo traz mudança importante no setor de beleza

O Mundial trouxe um impacto relevante em vários setores, incluindo o setor da beleza. Segundo Sebrae o setor acelera e um especialista avalia o planejamento sobre gestão de caixa.

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Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 tem provocado mudanças na rotina dos consumidores e criado desafios para empresários do setor de beleza. Em dias de jogos da seleção brasileira, empresas reduzem o horário de funcionamento, clientes adiam decisões de compra e o movimento nos estabelecimentos varia ao longo do dia.

Para negócios como salões de beleza, esse comportamento pode afetar o faturamento mensal quando não há planejamento para enfrentar períodos de menor demanda.

O tema ganha relevância em um momento de crescimento do segmento. Dados do Sebrae apontam que cerca de 236 mil pequenos negócios de beleza foram abertos no Brasil em 2025, um aumento de 18,5% em relação ao ano anterior. O número representa a abertura de 27 novas empresas por hora, ampliando a concorrência e tornando a gestão financeira um fator cada vez mais importante para a sustentabilidade dos empreendimentos.

Especialista avalia: em eventos globais a gestão de caixa é o principal

Segundo Saulo Abrahão, empresário do setor da beleza, fundador do Duo+ e criador da Mentoria Voe Alto, muitos empreendedores concentram seus esforços na qualidade do atendimento, mas deixam em segundo plano a análise de fatores externos que influenciam o comportamento dos consumidores.

“A Copa do Mundo muda a rotina das pessoas. As ruas ficam mais vazias, muitas empresas encerram o expediente antes do horário e os clientes demoram mais para responder mensagens, agendar horários ou tomar decisões de compra. O empresário precisa entender que isso faz parte do calendário e que o negócio precisa estar preparado para esse comportamento.”

Na avaliação do empresário, um dos equívocos mais frequentes é tratar junho como um mês sem características específicas, desconsiderando o impacto que um evento esportivo de grande alcance pode causar na rotina do mercado.

“Todo empresário deveria comparar o faturamento de maio com junho, analisar como a empresa se comportou em outras edições da Copa e entender quais reflexos esse período trouxe para o negócio. Gestão também é olhar para os indicadores, interpretar os números e antecipar movimentos.”

Os altos e baixos do setor na Copa do Mundo

Para Saulo Abrahão, as oscilações registradas durante a Copa não devem ser encaradas como acontecimentos inesperados, mas como mudanças previsíveis no comportamento do consumidor.

Segundo ele, empresas que acompanham indicadores e conhecem o histórico do próprio negócio conseguem organizar melhor campanhas comerciais, agenda de atendimentos, equipes e fluxo de caixa.

“Não é uma questão de gostar ou não de futebol. Eu gosto de esporte. O ponto é que o empresário não pode fingir que essas distrações não existem. Enquanto o jogo dura 90 minutos, as contas continuam chegando no fim do mês, exatamente do mesmo jeito.”

De acordo com o empresário, negócios com maior nível de organização costumam antecipar ações comerciais, incentivar agendamentos antes dos horários das partidas, distribuir promoções em períodos de menor movimento e preservar capital de giro para compensar eventuais oscilações na receita.

“Quem administra um negócio precisa criar estratégias para compensar os dias naturalmente mais fracos. Ter caixa, acompanhar indicadores e agir antes que o problema apareça faz parte da gestão. Quem espera o faturamento cair para tomar uma decisão normalmente já perdeu tempo.”

Segundo Saulo, essa realidade faz com que parte dos empresários atribua oscilações no faturamento exclusivamente ao comportamento dos clientes, quando algumas dessas variações poderiam ser minimizadas com planejamento.

“Muitos sabem entregar um excelente serviço, mas nunca aprenderam a administrar uma empresa. Quando o comportamento do consumidor muda, como acontece durante a Copa, essa falta de planejamento fica muito evidente. Não adianta apenas esperar o cliente aparecer. É preciso administrar o negócio olhando para frente.”

Entre as medidas apontadas pelo empresário para reduzir os impactos do período estão o acompanhamento constante dos indicadores de faturamento, a atualização do fluxo de caixa, a revisão das despesas, a melhor distribuição dos horários das equipes e o planejamento de campanhas comerciais alinhadas ao calendário esportivo.

“Empresário não pode tomar decisões olhando apenas para o dia de hoje. Grandes eventos passam. O que permanece é a capacidade de planejar, proteger o caixa e manter a empresa saudável independentemente do calendário. Essa é a diferença entre apenas torcer durante a Copa e administrar um negócio como empresário de fato.”

Imagem: Magnific

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