Operação
Carrefour Property usa áreas externas do Atacadão para expandir operações
Modelo permite ocupações de diferentes tamanhos em áreas externas e de circulação das unidades, com contratos mais flexíveis para marcas e empreendedores
O Carrefour Property, braço imobiliário do Grupo Carrefour Brasil, está ampliando a ocupação comercial de unidades do Atacadão que não possuem galerias.
A estratégia utiliza estacionamentos e áreas de circulação para receber diferentes formatos de negócios. Entre as possibilidades estão quiosques, contêineres, estandes, food trucks, ativações promocionais, serviços e eventos.
O modelo permite a entrada de empresas de diferentes portes, incluindo grandes marcas e empreendedores locais.
As áreas podem ser ocupadas por operações a partir de 1 metro quadrado, em formatos como estandes compactos e quiosques.
Também há possibilidade de lojas pop-up e operações maiores em áreas externas.
Entre os exemplos estão academias, lava-rápidos e serviços automotivos, que precisam de espaços com maior metragem.
Como funciona o modelo do Carrefour Property?
A proposta prevê contratos mais flexíveis e menor complexidade operacional em comparação com lojas tradicionais.
Com isso, o modelo pode ser utilizado por empreendedores que desejam testar um mercado antes de ampliar uma operação.
A estratégia também contempla empresas interessadas em aumentar a presença regional ou realizar ativações de produtos.
Alimentação, conveniência, serviços e operações sazonais estão entre os segmentos considerados mais aderentes ao formato.
“Esses espaços representam uma oportunidade importante para marcas que buscam capilaridade, visibilidade e acesso direto ao consumidor. O modelo permite formatos mais enxutos, negociações mais flexíveis e ocupações adaptadas à realidade de cada região, o que facilita a entrada de empreendedores locais e também de grandes players interessados em testar novas praças”, afirma Roger Teixeira, gerente comercial e marketing do Carrefour Property.
A presença do Atacadão em diferentes regiões do país é apontada como um dos fatores que ampliam as possibilidades de expansão para as marcas.
O modelo permite que uma empresa utilize diferentes formatos de ocupação de acordo com o espaço disponível e as características de cada unidade.
O que os dados da ABF mostram sobre o modelo?
A estratégia ocorre em um cenário de expansão da presença de franquias em supermercados e galerias.
Segundo a Pesquisa de Desempenho do Franchising do 1º Trimestre de 2026, divulgada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), a participação de franquias nesses locais passou de 3,3% em 2020 para 5,3% em 2026.
Entre as marcas citadas no levantamento estão O Boticário, Cacau Show, Chiquinho Sorvetes e Bob´s.
No segmento de serviços, o modelo contempla operações como lavanderias, farmácias, salões de beleza e barbearias.
A possibilidade de utilizar estruturas menores também pode reduzir a necessidade de investimento em uma loja convencional.
Nesse formato, os empreendedores podem testar a aceitação de produtos e serviços em determinadas regiões antes de uma expansão.
A estratégia também contempla negócios locais que buscam pontos de contato com consumidores em áreas de circulação.
Onde o Carrefour Property concentra a expansão?
A estratégia tem ganhado espaço no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
Nessas regiões, operações de alimentação, serviços e produtos regionais são apontadas como segmentos com aderência ao perfil dos consumidores.
Os dados da ABF também mostram crescimento do faturamento das franquias nessas localidades.
No primeiro trimestre de 2026, o faturamento do setor aumentou 17,6% no Centro-Oeste, 12,7% no Norte e 12,5% no Nordeste.
Os números representam a comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Além das operações permanentes, os estacionamentos das unidades podem receber iniciativas temporárias.
Entre os formatos estão feiras gastronômicas, eventos, ações promocionais e experiências de marca.
Também podem ser realizadas iniciativas voltadas à comunidade e atividades de duração limitada.
Para o Carrefour Property, a utilização desses espaços amplia as possibilidades de uso das áreas externas das unidades.
“A grande vantagem está em transformar áreas que antes tinham uso limitado em espaços de negócio, relacionamento e serviço. Para o consumidor, isso amplia a conveniência durante a visita. Para o empreendedor, cria uma porta de entrada para testar mercado, ganhar visibilidade e expandir a marca com mais flexibilidade”, destaca Teixeira.
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Imagem: Divulgação
