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WGSN e Blip apontam: mercado de agentes de IA crescerá 49,6% ao ano

Estudo da WGSN e da Blip mapeia o avanço do modelo B2AI2C e projeta crescimento médio de 49,6% ao ano no mercado global de agentes até 2033

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Agentes de IA, tendências de WGSN e BLIP

A WGSN, consultoria de tendências, e a Blip, plataforma de IA conversacional, apresentaram o estudo “Futuros Conversacionais 2027 e 2028”, que analisa como a inteligência artificial deve transformar a relação entre marcas e consumidores. O relatório examina o avanço do modelo B2AI2C (Business to AI to Consumer), no qual agentes de IA passam a intermediar essas interações.

Segundo a Grand View Research, o mercado global de agentes de IA deve crescer, em média, 49,6% ao ano entre 2026 e 2033. O levantamento também mostra que 67% dos respondentes acreditam que, nos próximos cinco anos, os consumidores conversarão mais com agentes de IA do que diretamente com pessoas.

O relatório organiza essa transformação em quatro movimentos: do clique à conversa; do comando à delegação; da personalização à intimidade contextual; e da adoção ao impacto.

Como os agentes de IA se comportam na América Latina?

A evolução da IA conversacional segue ritmos diferentes pelo mundo. Na América do Norte, a familiaridade com assistentes de voz desloca a automação para os bastidores. A Europa prioriza privacidade e auditabilidade.

Na América Latina, a mensageria se torna porta de entrada para o consumo digital. O mercado de IA agêntica na região tem crescimento médio anual estimado em 38,8%, concentrado em atendimento e experiência do consumidor, sobretudo em fintechs e comércio eletrônico.

A jornada digital passa a migrar da navegação por menus para a manifestação direta de uma intenção, como “quero” ou “resolva”. Busca, venda e atendimento coexistem na mesma conversa, combinando texto, voz, imagem e vídeo.

Ao mesmo tempo, a IA deixa de apenas responder perguntas e passa a agir em nome do consumidor. O modelo B2AI2C reúne agentes pessoais, que representam interesses e dados dos usuários, e agentes das marcas, conectados a produtos e sistemas.

A etapa seguinte é a comunicação entre agentes, batizada de Agent-to-Agent (A2A). Agentes pessoais poderão pesquisar, comparar ofertas e realizar compras, enquanto sistemas corporativos responderão e executarão transações. Isso amplia a importância de APIs, autenticação e mecanismos de confiança entre marcas e sistemas de terceiros.

Mudança na jornada e na personalização

A personalização deixa de considerar apenas idade, localização e histórico de compras. As experiências passam a levar em conta intenção, contexto e continuidade entre conversas.

Esse movimento acompanha a chamada “economia da intimidade”. Segundo a Grand View Research, o mercado global de AI companions pode saltar de US$ 36,8 bilhões para US$ 318 bilhões até 2033, com crescimento médio anual de 31%. O Capgemini Research Institute aponta que 52% dos consumidores afirmam que os chatbots ficaram mais capazes de responder com empatia nos últimos dois anos.

Quanto maior o contexto usado pelos sistemas, maior a responsabilidade das empresas. Sistemas com memória tornam interações mais relevantes, mas ampliam debates sobre privacidade, consentimento e limites de atuação.

Dados do MIT e da Deloitte, citados no relatório, mostram a distância entre experimentação e resultado: 90% das organizações exploram ferramentas de IA, 20% realizam pilotos práticos e apenas 5% convertem isso em ganhos financeiros.

O estudo propõe uma curva de maturidade em quatro estágios: experimentar, integrar, orquestrar e governar. Segundo a Compliance Week 2026, 83% das organizações usam IA, mas apenas 25% têm framework robusto de governança. Ainda assim, 86% consideram o uso responsável da tecnologia uma vantagem competitiva.

Quais prioridades os agentes de IA impõem às marcas?

O relatório aponta cinco prioridades: organizar informações legíveis por agentes; projetar jornadas orientadas à resolução; preservar contexto entre interações; incorporar confiança e transparência; e substituir métricas de atividade por indicadores de impacto real.

“A Blip já aplica muitas das transformações que o estudo aponta, com IA integrada às jornadas conversacionais, uso de contexto, automação e orquestração entre diferentes tecnologias e canais para gerar resultados aos clientes. O que vemos agora é uma evolução desse modelo, em que a inteligência artificial passa a ter um papel ainda mais ativo na relação entre marcas e consumidores”, afirma Mariana Hatsumura, VP de Marketing da Blip.

“Sites, aplicativos e canais de mensageria continuarão relevantes, mas passarão a conviver com agentes pessoais, sistemas das marcas e plataformas de terceiros. A principal mudança estará na arquitetura da relação: além de conversar com consumidores, as empresas precisarão estar preparadas para interagir com as inteligências artificiais que passarão a representá-los”, afirma Nathalia Bassetti, VP of WGSN Latin America.

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Imagem: Magnific

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