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Rock in Rio movimenta lazer e restaurantes, enquanto varejo cresce 5,4%, segundo ICVA
Índice Cielo aponta alta de 5,4% no varejo físico carioca durante o festival; lazer, bares e restaurantes tiveram avanços maiores
O Rock in Rio 2026 movimentou diferentes segmentos da economia do Rio de Janeiro durante o período do festival. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o faturamento nominal do varejo físico na cidade cresceu 5,4% em comparação com o período equivalente de 2025.
O levantamento foi divulgado pela Cielo em 14 de setembro de 2026. Os números não consideram o efeito da inflação.
O crescimento registrado neste ano ficou próximo ao observado durante a edição de 2024. Naquele período, o ICVA havia indicado alta de 5,5% em relação à janela equivalente do ano anterior.
A comparação considera períodos correspondentes a cada edição do festival. Dessa forma, os dados permitem observar o comportamento do varejo durante as duas edições sem misturar períodos diferentes do calendário.
Rock in Rio 2026 mudou o perfil do consumo?
Apesar de o crescimento geral do varejo ter ficado praticamente no mesmo nível de 2024, alguns segmentos apresentaram resultados diferentes neste ano.
Recreação & Lazer foi o setor com maior expansão durante o Rock in Rio 2026. O segmento registrou crescimento de 17,3%, acima dos 12% contabilizados na edição de 2024.
Bares & Restaurantes também apresentaram uma alta maior. O setor passou de crescimento de 4% em 2024 para 8,6% em 2026.
Já Turismo & Transporte registrou crescimento de 11,8%. O resultado ficou abaixo dos 13,1% registrados durante a edição de 2024.
A diferença entre os segmentos ocorre em um cenário de movimentação relacionada ao festival, que terminou com mais de 700 mil pessoas ao longo de sete dias, segundo informações divulgadas após o evento.
Ao mesmo tempo, quatro das sete datas do festival ainda tinham ingressos disponíveis quando chegaram ao período do evento. O dado foi citado no levantamento como um indicador de uma demanda diferente daquela observada em outras edições.
O crescimento do lazer
Para Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, os resultados mostram que o impacto econômico de grandes eventos pode variar de acordo com diferentes características do público e do consumo.
“Os dados mostram uma característica interessante dos grandes eventos: o impacto econômico não depende apenas do número de pessoas presentes. Há também fatores como perfil do público, tíquete das compras e o tipo de consumo realizado na cidade. Nesta edição, vemos uma força especialmente grande nas atividades de lazer e em bares e restaurantes, ao mesmo tempo em que o crescimento de Turismo e Transporte foi mais moderado do que o registrado no período da edição anterior”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.
Além de Recreação & Lazer e Bares & Restaurantes, outros segmentos do varejo carioca tiveram desempenho positivo na comparação com o mesmo fim de semana do ano anterior.
Os postos de gasolina registraram alta de 10,5%. Nesse caso, o percentual também não considera a variação dos preços dos combustíveis durante o período analisado.
Supermercados apresentaram crescimento de 4%. Drogarias e Farmácias tiveram avanço nominal de 3,3%.
Os demais setores do varejo carioca, agrupados na pesquisa, registraram alta de 7%.
Quais setores cresceram durante o Rock in Rio 2026?
A análise do ICVA também separou os resultados em três grandes grupos de consumo: Bens Duráveis, Serviços e Bens não Duráveis.
Bens Duráveis apresentaram expansão de 15% durante o período analisado. O resultado foi superior ao crescimento geral de 5,4% registrado pelo varejo físico carioca.
Serviços tiveram alta de 8,1%, também acima do resultado geral do varejo.
Já Bens não Duráveis registraram crescimento de 3,8%, abaixo da variação de 5,4% do varejo físico.
Os dados mostram, portanto, diferenças entre os setores que compõem o consumo durante o período do festival. Enquanto Recreação & Lazer teve alta de 17,3%, Turismo & Transporte avançou 11,8%, e Bares & Restaurantes cresceram 8,6%.
No conjunto, porém, o varejo físico do Rio de Janeiro registrou crescimento nominal de 5,4% durante o período do Rock in Rio 2026, praticamente no mesmo patamar observado na edição de 2024, quando a alta havia sido de 5,5%.
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