Economia

Varejo ampliado deve crescer só 1,50% em setembro, enquanto essenciais aceleram, aponta IBEVAR-FIA

Segmentos de menor ticket, como farmácias e vestuário, aceleram, enquanto móveis, eletrodomésticos e material de construção devem recuar até novembro, segundo projeção do instituto

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Varejo brasileiro, varejo ampliado

O varejo brasileiro deve manter ritmo moderado de crescimento no trimestre encerrado em novembro, em um cenário de duas velocidades, segundo novas projeções do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School. A previsão da instituição é de que o crescimento do Varejo Ampliado deve ser mais retraído, com projeção de crescimento para 1,50% na base anual.

Já, para setembro, o Varejo Restrito, que exclui veículos e material de construção, deve crescer 2,57% ante o mesmo mês de 2025, levando o acumulado em 12 meses a 1,89%.

Varejo ampliado tem trajetórias opostas entre categorias, mostra IBEVAR

Segundo o levantamento, móveis e eletrodomésticos têm a maior deterioração entre os segmentos: queda projetada de 1,70% em setembro, que se aprofunda para -3,64% em outubro e -6,29% em novembro, sempre na comparação anual.

Material de construção também segue no campo negativo ao longo do trimestre, com quedas de 1,96% em setembro, 3% em outubro e 2,89% em novembro.

Na direção oposta, livros, papelaria e revistas lideram as altas do período, com expansão de 6,99% em setembro ante o ano anterior e acumulado de 12 meses em 5,48%. Farmácias e cosméticos sustentam ritmo constante, com alta acumulada de 5,10% em 12 meses.

Vestuário e calçados mostram recuperação gradual, passando de alta de 3,05% em setembro para 4,32% em novembro na comparação anual.

Já o setor de informática e material de escritório tem a reversão mais acentuada da série: de alta de 0,74% em setembro para queda de 7,39% em novembro.

Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, a seletividade no consumo reflete o impacto direto do crédito sobre as famílias.

Segundo ele, os consumidores têm priorizado bens essenciais e itens de menor valor unitário, reduzindo o endividamento em categorias que dependem de prazos de financiamento mais longos.

A projeção de setembro já havia sido revisada desde o relatório anterior do IBEVAR-FIA, de agosto, referente ao trimestre agosto-outubro.

Naquela edição, a expectativa para o Ampliado em setembro era de alta de 3%, mais que o dobro dos 1,50% agora projetados. Já o Restrito teve o movimento oposto: a estimativa para setembro subiu de 2,01% para 2,57%.

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Imagem: Magnific

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