Comportamento
Dia do Macarrão: massas estão em 99,4% dos lares, e refrigeradas e nhoque lideram o crescimento do semestre
Categoria faturou R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre, com 647 mil toneladas, segundo a Abimapi; frequência de compra sobe 1,8% e chega a 19,7 idas ao ponto de venda por ano
O mercado de massas alimentícias faturou R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2026 e vendeu cerca de 647 mil toneladas, segundo a NielsenIQ com a Abimapi, associação do setor de biscoitos, massas e pães. Os números saíram para o Dia do Macarrão, em 25 de outubro.
O valor difere do divulgado pela entidade em agosto, de R$ 7,6 bilhões, que representava queda de 0,8% sobre o mesmo período de 2025.
Dia do Macarrão: refrigeradas, nhoque e grano duro ganham espaço
As massas refrigeradas avançaram 6,4% em faturamento e 2,4% em volume no semestre, e o nhoque teve o maior salto, de 11,1%. As massas secas tradicionais ganharam giro com fabricantes regionais e menores, nas linhas “com ovos” e “caseiro”.
Para Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi, o macarrão combina acessibilidade, alto rendimento e facilidade de preparo, e em um momento de ajuste das despesas o consumidor prioriza alimentos práticos. O volume de alimentos ligados ao preparo doméstico cresceu 3,5%.
Dados da Worldpanel by Numerator, também encomendados pela Abimapi, mostram o macarrão em 99,4% dos domicílios no acumulado do ano, com ganho de 0,4% na penetração e de 0,9% no número de compradores. A frequência de compra subiu 1,8%, para 19,7 idas ao ponto de venda por ano.
A massa “com ovos” está em 87,1% dos lares, a “comum”, em 62,9% (+4 pontos percentuais) e a “sêmola”, em 87,7% (+0,8 ponto). Na linha “grano duro”, o volume por compra subiu 8,3% no curto prazo, e as massas frescas ampliaram em 4,7% a contribuição, com formatos como o nhoque.
Entre os cortes, o espaguete lidera, com 95,7% de penetração. O parafuso está em 87,8% dos lares (+2,6%), e o penne, em 53,9% (+1,3%).
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Imagem: Magnific
