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Varejo alimentar brasileiro faturou R$ 1,14 trilhão em 2025, aponta Ranking ABRAS 2026
O varejo alimentar brasileiro registrou faturamento de R$ 1,14 trilhão em 2025, alta de 7,32% em termos nominais e de 3,68% em termos reais. Os dados são do Ranking ABRAS 2026, divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) em parceria com NielsenIQ, Sebrae e Receita Federal. O setor soma 439.728 lojas, 9 milhões de colaboradores diretos e indiretos e representa 9,02% do PIB brasileiro.
O autosserviço lidera a participação nos canais, com R$ 563,6 bilhões e 49% do total. O atacarejo responde por R$ 327,7 bilhões (29%), as micro e pequenas empresas pelo regime Simples por R$ 167,1 bilhões (15%), as mercearias por R$ 79,4 bilhões (7%) e os marketplaces por R$ 7,3 bilhões (1%).
Na comparação entre as mesmas empresas presentes no ranking de 2025 e de 2026, o faturamento avançou 9,33%, de R$ 647,9 bilhões para R$ 708,3 bilhões. O número de lojas cresceu 3,68%, de 10,3 mil para 10,7 mil unidades, e o quadro de colaboradores diretos aumentou 5,96%, de 1.028.869 para 1.090.200.
O ranking completo do ABRAS 2026 reúne mais de 1.000 empresas. Entre as 30 primeiras colocadas, o Carrefour Comércio e Indústria lidera com faturamento de R$ 123,59 bilhões, seguido pelo Assaí Atacadista, com R$ 84,73 bilhões, e pelo Mateus Supermercados, com R$ 43,55 bilhões. A lista completa das 30 maiores, com sede e faturamento, é a seguinte:
1º Carrefour Comércio e Indústria (SP) — R$ 123.594.300.000
2º Assaí Atacadista (RJ) — R$ 84.736.000.000
3º Mateus Supermercados (MA) — R$ 43.551.900.000
4º Supermercados BH Comércio de Alimentos (MG) — R$ 25.724.242.808
5º GPA (SP) — R$ 20.631.000.000
6º Irmãos Muffato (PR) — R$ 20.355.475.718
7º Grupo Pereira (SP) — R$ 17.530.890.000
8º Koch Hipermercado (SC) — R$ 12.925.675.000
9º Novo Mateus (PE) — R$ 12.549.927.422
10º Mart Minas Atacado e Varejo & Dom Atacadista (MG) — R$ 12.549.621.329
11º Rede Smart Supermercados (MG) — R$ 11.811.008.373
12º Cencosud Brasil Comercial (SP) — R$ 10.012.691.000
13º Plurix (SP) — R$ 9.621.221.000
14º DMA Distribuidora (MG) — R$ 8.908.482.537
15º Companhia Zaffari Comércio e Indústria (RS) — R$ 8.830.000.000
16º Tenda Atacado (SP) — R$ 8.031.899.208
17º Savegnago Supermercados (SP) — R$ 7.985.062.012
18º Costa Atacadão/Grupo JC (GO) — R$ 7.803.990.078
19º Comercial Zaffari (DF) — R$ 6.840.608.187
20º Atacadão Dia a Dia (SP) — R$ 6.677.352.458
21º Atacarejo Distribuidor de Alimentos e Bebidas (BA) — R$ 6.320.525.623
22º Sonda Supermercados Exportação e Importação (SP) — R$ 6.121.929.829
23º Grupo ABC (SP) — R$ 5.537.280.000
24º Líder Comércio e Indústria (PA) — R$ 5.448.791.436
25º Grupo Supernosso (MG) — R$ 5.105.278.519
26º Giassi e Cia. (SC) — R$ 4.498.565.100
27º Supermercado Bahamas (MG) — R$ 4.491.803.536
28º Pague Menos Com. de Prod. Alim. (SP) — R$ 4.337.217.000
29º Comercial Zaragoza Imp e Exp (SP) — R$ 4.316.000.000
30º Roldão Autosserviço Comércio de Alimentos (SP) — R$ 4.067.716.000
Retail media e tecnologia
O levantamento também traz dados sobre a adoção de retail media e tecnologia no setor. Metade das empresas (48%) realiza ações de retail media, com predominância de espaços físicos em loja (98,7%) e mídia digital em canais próprios (77,9%). Para 35,8% das redes, o retail media representa uma nova alavanca estratégica de rentabilidade; para 25,9%, uma fonte complementar de receita; e para 20,7%, uma ferramenta de relacionamento com a indústria.
Em relação à tecnologia nas lojas físicas, 49,9% das empresas utilizam soluções digitais ou automatizadas na operação. Entre as tecnologias mais adotadas estão o self check-out (77,2%), o monitoramento em tempo real por câmeras com análise inteligente (32,1%) e sistemas antifurto eletrônicos integrados (28,5%). Os principais objetivos declarados são melhoria da experiência do cliente (70,7%), redução de filas e tempo de checkout (69,5%) e aumento da produtividade operacional (61,8%).
Inteligência artificial
O uso de inteligência artificial ainda é limitado no setor: apenas 21% das empresas utilizam soluções baseadas em IA em alguma etapa da operação ou gestão, enquanto 69% não adotam a tecnologia e 10% estão em fase de teste. Entre as que utilizam, as principais áreas de aplicação são marketing (60,4%), vendas (48,1%) e gestão administrativa e financeira (37,7%). O nível de maturidade predominante é o uso pontual em áreas específicas (47,7%), seguido pelo uso experimental ou piloto (43,7%).
Farmácias e higiene e beleza
O Ranking ABRAS também apresenta dados do canal farmácias, que registrou faturamento de R$ 271 bilhões em 2025. Medicamentos representam 70% do total (R$ 189,7 bilhões), seguidos por higiene e beleza com 23% (R$ 62,3 bilhões), alimentos com 5% (R$ 13,6 bilhões) e outros com 2% (R$ 5,4 bilhões).
Na categoria de higiene e beleza, as farmácias apresentaram receita de R$ 62 bilhões e crescimento de 8,7% nas vendas, enquanto o autosserviço e cash & carry registraram R$ 75,6 bilhões e crescimento de 4,7%. A representatividade da categoria é de 23,2% no canal farmácias e de 6,6% no autosserviço e cash & carry.
Imagem: Envato
