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Golpes em compras online lideram fraudes digitais, e 60% dos consumidores confiam primeiro em avaliações

Estudos apontam 29,9 milhões de brasileiros que pagaram por produto não entregue e 46% das compras finalizadas em marketplaces

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golpes em compras online

Os golpes em compras online são os mais frequentes entre as fraudes digitais no Brasil, segundo a Global Anti-Scam Alliance (GASA). Do total de entrevistados, 22% disseram ter sido alvo desse tipo de abordagem, o maior índice entre as modalidades mapeadas.

Nesse cenário, o consumidor confia primeiro em quem já comprou. De acordo com “O Mapa da Busca no Brasil 2026”, da Optimiza Marketing com a AB Pesquisas, 60% dos brasileiros apontam as avaliações de outros clientes como a fonte mais confiável na hora de pesquisar uma compra. O levantamento ouviu 1.000 consumidores em dezembro de 2025.

O relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, da GASA, divulgado em 6 de agosto, integra uma pesquisa global realizada em mais de 40 países. Segundo o estudo, 16,5 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes digitais entre março de 2025 e fevereiro de 2026, com perdas estimadas em R$ 21,2 bilhões.

Pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 29,9 milhões de pessoas, ou 17,7% da população, pagaram por um produto que nunca foi entregue entre junho de 2024 e julho de 2025. Em 2024, o índice era de 13,7%, o que representa alta de 4 pontos percentuais, pelo cálculo do portal.

Em quem o consumidor confia diante dos golpes em compras online

Depois das avaliações de outros clientes (60%), as fontes mais confiáveis para pesquisar uma compra são os sites oficiais das marcas (30%) e os amigos (21%). Anúncios (13%), respostas de inteligência artificial (12%) e criadores de conteúdo (10%) aparecem no fim da lista, segundo a Optimiza.

A desconfiança chega ao Google. Os resultados orgânicos têm confiança alta para 63% dos entrevistados, contra 53% dos anúncios. Para 18%, os anúncios são pouco ou nada confiáveis.

Na hora de pagar, o consumidor se concentra em ambientes conhecidos. Os marketplaces responderam por 46% das finalizações da compra online mais recente, e as lojas oficiais das marcas, por 25,7%. WhatsApp (10,1%) e Instagram (8,9%) vêm em seguida.

Os dois canais também aparecem entre os mais citados pelas vítimas de golpes no levantamento da GASA: 64% mencionam o WhatsApp e 22%, o Instagram.

Para Júlia Neves, CEO da Optimiza, o consumidor quer saber, antes de pagar, “se a loja existe, se outras pessoas compraram” e se receberam o produto. Na avaliação da executiva, a marca que não deixa essas informações visíveis perde a venda.

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Imagem: Magnific

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