Operação
Dia das Mães evita desaceleração maior do varejo físico em maio
IICV aponta crescimento geral de 0,4% no mês; shoppings avançam 1,4% enquanto lojas de rua recuam 1,2%; Sudeste é a única região com retração
O varejo físico brasileiro encerrou maio com leve crescimento de 0,4% na intenção de compra em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentado principalmente pelo desempenho do Dia das Mães. Na semana da data comemorativa, entre os dias 4 e 10 de maio, o fluxo de consumidores nas lojas cresceu 6,4% na comparação com a mesma semana de 2025. Os dados são do Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV), estudo mensal da Seed Digital baseado em dados de mais de 58 milhões de visitantes monitorados em milhares de lojas em todo o Brasil.
“O resultado de maio revela que o consumidor continua disposto a comprar, mas concentra cada vez mais suas decisões em ocasiões específicas e planejadas. O ambiente econômico continua influenciando o comportamento de consumo. Juros elevados, inflação persistente e alto nível de endividamento das famílias mantêm o consumidor mais cauteloso na hora de gastar”, afirma Sidnei Raulino, CEO e fundador da Seed Digital.
Canais
Os shopping centers protagonizaram o varejo físico retomando o crescimento em maio, com alta de 1,4% no fluxo de visitantes. Na semana do Dia das Mães, o avanço foi de 4,2%. As lojas de rua encerraram o mês com retração de 1,2%, devolvendo parte da recuperação observada em abril, mas foram as mais beneficiadas pela data comemorativa, com crescimento de 7,0% na semana da data.
Regiões
A maior parte do país registrou crescimento em maio. A região Sul liderou com alta de 5,0%, completando o terceiro mês consecutivo de crescimento. Norte (3,6%), Centro-Oeste (2,0%) e Nordeste (1,8%) também apresentaram desempenho positivo. O Sudeste foi a única região com retração, de 2,2%, e, por concentrar a maior parcela do consumo nacional, seu resultado pesou no indicador consolidado do mês.
Segundo semestre e Copa do Mundo
O varejo entra no segundo semestre com a Copa do Mundo como variável relevante. Historicamente, os jogos da Seleção Brasileira provocam reduções no fluxo de consumidores nas lojas físicas durante as partidas. “Eventos de grande mobilização costumam alterar temporariamente a rotina e os hábitos de consumo da população. Entender esses movimentos e adaptar estratégias comerciais será fundamental para transformar interesse em vendas ao longo da segunda metade do ano”, conclui Raulino.
Imagem: Freepik
